Muricy tem dez dias para aprontar quarteto ofensivo

Depois de aprovar com ressalvas a estreia do quarteto ofensivo com Paulo Henrique Ganso, Alexandre Pato, Osvaldo e Luis Fabiano, Muricy Ramalho terá dez dias e o respaldo dos jogadores para corrigir os erros do esquema antes da estreia no Campeonato Brasileiro contra o Botafogo, no dia 20.

– São jogadores de muita qualidade. Facilita bastante quando se movimentam para que eu possa dar os passes e quando correm e ajudam a marcar. O grupo está entendendo que só assim vamos conseguir as vitórias – disse Maicon.

O debute do esquema foi diante do CSA-AL, um adversário inferior tecnicamente e que entrou no Morumbi com proposta defensiva. Já no Brasileirão, o nível dos adversários aumenta, bem como os riscos provocados pela exposição na defesa.

Para Maicon, no entanto, não é o São Paulo que deve se preocupar com o sistema defensivo, mas sim os adversários que terão de encarar Ganso, Pato, Osvaldo e Fabuloso.

– Complicado é para nossos adversários. Olha os jogadores que temos na frente, se todos tiverem consciência de marcar e correr sem a bola, facilita para os 11. Com a bola é só fazer chegar bem neles – analisou.

Para o primeiro desafio no torneio nacional, Muricy tem motivos de sobra para investir novamente na formação. O Botafogo enfrenta crise financeira e dentro de campo após a eliminação na Copa Libertadores da América e sofre com o baixo poder de marcação dos laterais.

Maicon reforçou o apoio pela manutenção do quarteto, mas lembra que o time terá de se aprimorar fisicamente nos dez dias sem jogos para aguentar o ritmo intenso de movimentação e marcação para não deixar os volantes sobrecarregados.

– Isso acontece porque a gente cansa, entra na correria do adversário. Tem que ter inteligência para fechar quando cansar, tem que se juntar em campo – ressaltou.

Comum nos times europeus, que se vangloriam da disciplina tática dos atacantes, o esquema ainda está em fase embrionária no São Paulo. E com potencial para crescer nas mãos de Muricy Ramalho. Mãos que levaram o clube ao tricampeonato brasileiro apostando em formação antagônica com três zagueiros e cinco jogadores no meio de campo.

Fonte: Lance

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