Muricy garante Jadson e Ganso juntos e tenta afinar a dupla

Muricy Ramalho passou seu período anterior pelo São Paulo reclamando da ausência de um meia clássico, que armasse o jogo. Nunca recebeu e foi tricampeão brasileiro consagrando um esquema sem o tal camisa 10. Mas quis o destino que, em seu retorno ao clube, o treinador encontrasse dois jogadores com tais características: Ganso e Jadson. Privilegiado o técnico, certo? Nem tanto, apesar dele dizer que não abre mão dos dois no time.

Fazer a dupla render o esperando juntos em campo representou um dos maiores desafios dos técnicos Ney Franco e Paulo Autuori, antecessores de Muricy. O primeiro sofreu mais e foi muito criticado pela insistência. Paulo também saiu sem êxito e os dois não conseguiram números que justificasse a escolha.

 

Ney Franco iniciou 13 partidas com Ganso e Jadson no time e teve retrospecto regular. Foram seis vitórias, seis derrotas e um empate. Os números são muito parecidos com os alcançados por Autuori: em cinco jogos, uma vitória, dois empates e duas derrotas. O auxiliar Milton Cruz também os lançou em um jogo e acabou perdendo.

O argumento de Muricy para insistir na escolha dos dois meias clássicos é de que jogadores com tal qualidade não podem ficar fora do time e cabe ao técnico achar espaço.

– Ganso e Jadson não podem ficar fora. Hoje em dia é difícil, os times jogam com pontas abertos, só um meia de ligação, mas não posso separar dois bons jogadores. Temos de achar posição para os bons jogadores, é uma obrigação minha – disse o técnico, após a vitória sobre o Vasco, no último domingo, em São Januário.

A escolha do técnico tende a afastar o esquema 3-5-2, utilizado na partida contra a Ponte Preta, que marcou sua reestreia pelo clube. Contra o Vasco, Ganso e Jadson se revezaram na marcação das jogadas, atuando mais próximos e também ajudaram muito na marcação.

Muricy começou bem e o tempo dirá se a escolha foi acertada.

Maicon ‘turbina’ dupla de meia

O segredo para Muricy fazer Ganso e Jadson emplacarem juntos pode estar na presença de Maicon no meio de campo. O histórico mostra que, com o camisa 18 ao lado da dupla, o retrospecto do time cresce consideravelmente em termos de resultado.

Maicon foi escalado seis vezes desta forma, todas pelo técnico Ney Franco, cinco no Campeonato Paulista e uma na Libertadores. O São Paulo obteve quatro vitórias (São Caetano, Linense, São Bernardo e Bragantino) e duas derrotas (Corinthians e The Strongest).

Coincidência ou não, no último domingo, contra o Vasco, o trio também começou e a equipe saiu vitoriosa, com aproximação e toque de bola. Maicon, aliás, é quem mais passa e fica com a bola no Tricolor no Nacional.

Meias de Muricy

Souza
Hoje na Portuguesa, ganhou a camisa 10 em 2007, mas era melhor caindo pelos lados. Fez boa dupla com o atacante Leandro, que também quebrou o galho na posição.

Hugo
Decidiu vários jogos, principalmente em 2008, mas era mais agudo, finalizador, e não armador.

Jorge Wagner
Articulador, mas longe de ser um 10 clássico. Jogava mais de ala.

Hernanes
Uma das apostas de Muricy, jogou adiantado e com a camisa 10.

Fonte: Lance

2 comentários em “Muricy garante Jadson e Ganso juntos e tenta afinar a dupla

  1. Contra o Vasco o time venceu e a vitória tende a apagar os erros cometidos.
    O Jadson apoiou o ataque, usou bem as bolas paradas e correu muito marcando.
    O PH tocou bem a bola, fez alguns passes que lembraram seu inicio no Santos mas, no segundo tempo, quando o SP sofreu uma grande pressão, até mesmo após fazer o segundo gol, quando era muito importante não tomar o primeiro que poderia desandar a massa, o que eu vi foi o Ganso andando em campo; errando passes e parecia que “não era com ele”; no lugar de dar combate imediato quando perdia a bola, voltava para o meio de campo andando, deixando para os outros correr atrás. Na minha opinião, no meio de segundo tempo, o MR deveria te-lo sacado com a entrada do Evangelista que nos seria mais útil

  2. O problema da dupla Ganso e Jadson é que Ganso pode crescer muito no tricolor porque é craque, já Jadson NÃO JOGA NADA.´Não é craque, é TRAQUE…sou a favor de se contratar um ponta de lança dos bons, caso contrário ficaremos capengas no meio

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