Hino em rock gravado no Morumbi pode virar trilha de Ceni em 2015

O hino do São Paulo está prestes a ganhar uma versão em rock. A música começou a ser produzida há exatamente duas semanas, em um estúdio de gravação profissional dentro do próprio estádio do clube, e pode substituir Hells Bells (canção do AC/DC escolhida há quatro anos por Rogério Ceni) como trilha do time na subida ao gramado, em jogos no Morumbi.

Quem comanda a produção em parceria com a diretoria é Andreas Kisser, guitarrista do Sepultura, são-paulino fanático e amigo do goleiro, o qual conheceu pessoalmente em 1999 – desde então, o roqueiro visita o CT da Barra Funda todos os anos, como fez novamente no fim desta temporada, ocasião em que presenteou o ídolo com uma guitarra. Outros músicos torcedores, como Jairzinho, Edgard Scandurra (do Ira) e membros da banda República, também foram chamados para participar.

Não se tratará de um som apenas instrumental. Uma semana depois da gravação da base, os roqueiros soltaram a voz em uma sessão ao lado de adolescentes do grupo artístico Meninos do Morumbi, ONG com quem Kisser se apresentou no palco do Grammy Latino de 2008, na capital paulista. O resultado “está ficando sensacional”, segundo o diretor de marketing do clube, Ruy Barbosa, que já teve acesso a uma demonstração do que foi gravado no estádio.

Sim, a nova versão do hino está sendo produzida no próprio Morumbi, de acordo com o dirigente. Mais precisamente no AudioArena, camarote inaugurado neste ano. O espaço de frente para o centro do campo abriga cerca de 110 pessoas e, além de receber shows em todas as partidas do São Paulo, tem um estúdio que vem sendo usado pelo Sepultura.

Quando finalizado, o áudio será apresentado ao capitão da equipe. Afinal, o ritual na subida do vestiário se deve a ele. Em 2010, ao completar 20 anos de São Paulo, Ceni pôde escolher um repertório de músicas que seriam reproduzidas antes do próximo duelo como mandante. Na lista, estava presente o clássico do AC/DC, mantido em todos os jogos seguintes. Uma tradição que, inclusive, já foi tema de discussão no Conselho Deliberativo e agora poderá ser modificada. “Vamos mostrar ao Rogério. Se ele quiser, nós mudaremos”, diz Barbosa. “Mas não fizemos por causa disso”.

O diretor jura que a motivação foi outra. “A intenção é atualizar um pouco nossas marcas, sem perder nossa origem. Começamos com essa opção do hino”, diz. Além de cogitar a substituição de Hells Bells, o clube estuda diferentes formas de exploração do novo produto. Uma das ideias é distribuí-lo na compra de uniformes, os quais, a propósito, deverão ser produzidos por nova fornecedora de material – depois de arrastada polêmica, a Penalty muito provavelmente será substituída pela Under Armour.

Ainda não há previsão de quando o hino em rock será finalizado. Até por isso, é provável que a canção dos sinos continue saindo dos alto-falantes do Morumbi no início da temporada, em partidas do Campeonato Paulista. A expectativa do clube, entretanto, é de que a nova trilha tenha aval do camisa 1 e possa estrear no primeiro compromisso da Copa Libertadores, torneio predileto dos são-paulinos e que justamente impediu Ceni de se aposentar em 2014.

 

Fonte: Gazeta Esportiva

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