Edson Silva fecha o ano em alta, mas Muricy ainda não está satisfeito

De longe, 2014 foi o melhor ano do zagueiro são-paulino Edson Silva. Foi o ano em que ele mais atuou, em que conseguiu uma reviravolta ao sair do banco e virar titular, em que vestiu a braçadeira de capitão e em que marcou cinco gols (incluindo o último da equipe, contra o Figueirense no domingo).

Até agosto, ele tinha entrado em campo apenas três vezes e, em algumas ocasiões, nem sequer era convocado para compor o banco de reservas. Tudo mudou quando Antonio Carlos, o então titular, se machucou. Edson Silva tomou seu lugar e não devolveu. Ele não se machuca, pouco é suspenso e já teve o nome gritado pela torcida que vê nele um símbolo da raça que tomou o elenco na reta final do ano, quando eles estiveram decidindo duas competições.

Mesmo assim, o zagueiro tem protagonizado lances agudos de falha individual, como na primeira partida contra o Atlético Nacional, quando uma indecisão entre ele e Rogério Ceni gerou o gol da vitória dos colombianos.

No último domingo, o gol de empate dos catarinenses também saiu em um lance no setor coberto por Edson Silva (embora Ceni o tenha absolvido de qualquer culpa na jogada).

O fato é que, nos bastidores, comenta-se que o técnico Muricy Ramalho já pediu à diretoria um reforço para jogar na zaga, pelo lado esquerdo, justamente o setor ocupado por Edson Silva. A situação mostra que o zagueiro ainda não conta com a confiança absoluta da comissão técnica.

Ele é um retrato do sistema defensivo do time, que, embora tenha ajudado bastante o ataque com gols (juntos, ele e Antonio Carlos, seu reserva, marcaram 12 vezes no ano), deixou lacunas na defesa. O São Paulo tem o terceiro melhor ataque do Campeonato Brasileiro, mas apenas a sétima melhor defesa.

Mesmo assim, Edson Silva entrará no próximo ano com a moral de ter terminado a temporada anterior em alta.

É uma situação completamente oposta à do final do ano passado, quando entrou de férias e não sabia se ainda estaria nos planos de Muricy Ramalho em 2014. Foi conservado no elenco, não esmoreceu diante da reserva e se tornou titular absoluto na reta final do ano.

 

Fonte: Uol

Em um elenco carente de zagueiros, pode ter papel fundamental em 2015.

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