Dorival Jr exalta Denis e Lugano após livrar São Paulo do rebaixamento

Passado o martírio vivido pelo São Paulo nesta temporada, o técnico Dorival Jr começa a respirar mais aliviado e fazer uma retrospectiva de todas as difíceis situações pelas quais sua equipe foi obrigada a atravessar em 2017. Livre do risco de rebaixamento após o empate sem gols com o Botafogo, no último domingo, o treinador fez questão de enaltecer o compromisso de dois atletas em especial, coadjuvantes no elenco: Denis e Diego Lugano.

Tido como herdeiro do trono de Rogério Ceni, Denis teve de aguardar um longo período no banco de reservas para assumir a titularidade na meta tricolor, entretanto, não foi bem e acabou preterido ainda pelo ex-goleiro, que se tornou técnico do São Paulo no início da temporada. Com apenas sete jogos neste ano, Denis não se abateu e, segundo Dorival Jr, teve um papel elementar na retomada do time neste Brasileirão.

Já em relação a Diego Lugano, o treinador são-paulino crê que a presença de um ídolo durante o período em que o clube esteve na zona de rebaixamento foi crucial para reerguer o Tricolor. A exemplo de Denis, o zagueiro uruguaio foi menos utilizado do que se imaginava, entrando em campo em apenas dez oportunidades, nenhuma sob o comando de Dorival Jr.

“Tivemos jogadores fundamentais no processo, o Lugano, o Denis, que foram não só profissionais, mas acima do que se imaginava em relação à maneira que abraçaram [o time] e se comportaram, assumindo uma responsabilidade muito grande, com um histórico grande, como o Lugano, que jogou Copa do Mundo. O São Paulo só mudou esse desenho porque esses profissionais fizeram um trabalho essencial”, disse Dorival Jr em entrevista à ESPN.

Lugano deixou a vaidade de lado em seu último ano no São Paulo para ajudar a equipe a escapar do rebaixamento inédito (Foto: Fernando Dantas/Gazeta Press)

Mas não são apenas os coadjuvantes do Tricolor que foram exaltados pelo técnico Dorival Jr. Unanimidade no meio-campo, Petros passou nada mais, nada menos que 18 rodadas pendurado até receber seu terceiro cartão amarelo no último domingo, no empate em 0 a 0 contra o Botafogo, no Pacaembu. O treinador são-paulino também revelou o sacrifício feito pelo camisa 6 nestes últimos jogos, abrindo mão de sua condição física ideal para “salvar” a equipe.

“Tivemos também o Petros sentindo há seis ou sete rodadas, com dois cartões amarelos, jogando pendurado”, afirmou Dorival Jr antes de relembrar a recuperação de Christian Cueva, que chegou a ser especulado fora do São Paulo há alguns meses. “O Cueva era o grande problema do São Paulo, tudo girava em torno dele, do momento dele. Ele não repetia o nível de atuação, estava fora do processo. Aos poucos, ele foi resgatando e percebendo, sentindo a confiança no trabalho. Demos atenção a todos e em especial a ele também. Muitos cresceram, tiveram um comprometimento maior”.

Na 13ª colocação com 46 pontos, o São Paulo detém atualmente a última vaga para a próxima edição da Copa Sul-Americana. Com duas rodadas restantes, o time sabe que a chance de vaga na Libertadores é pequena, porém, ainda é possível. Além disso, o fato de o time acabar caindo de produção nesta reta final, somando três empates e uma derrota nos últimos quatro jogos, também motiva o Tricolor, que irá em busca de dois triunfos nas últimas duas rodadas para encerrar a turbulenta temporada de maneira positiva.

 

Fonte: Gazeta Esportiva

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