Depois de rodar o mundo, Lúcio fará primeiro jogo oficial no Pacaembu

Aos 34 anos, Lúcio já rodou pelo Brasil, Alemanha, Itália, Japão e África do Sul, entre outros países, e conheceu os principais estádios do mundo. Mas nesta quinta-feira ele terá uma experiência nova. Pela primeira vez, disputará uma partida oficial no Pacaembu.

Às 19h15, contra o Arsenal (ARG), pela Copa Libertadores, o zagueiro do São Paulo vai em busca da segunda vitória consecutiva na competição. O triunfo é fundamental para o Tricolor encaminhar a classificação para a fase de oitavas de final.

Pentacampeão com a Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2002, Lúcio até já esteve no Paulo Machado de Carvalho. Foi em 2011, mas em um jogo festivo para Ronaldo. Pelo Internacional, de 1997 a 2000, não teve a chance de atuar no estádio que recebeu partidas da Copa de 1950.

Após 12 anos de Europa, Lúcio está, aos poucos, notando a diferença de estrutura dos palcos das partidas. Tanto na Libertadores como no Paulistão, o zagueiro vai encontrar vestiários, gramados e arquibancadas bem menos modernas do que costumava atuar no Velho Continente.

Nada que o faça desanimar:

– A motivação a gente tem de encontrar dentro do campo. Se você for olhar somente para o exterior, para fora das quatro linhas, tanto aqui como lá, você vai encontrar algumas decepções. Isso não pode influenciar o nosso desempenho dentro de campo. A gente tem de se motivar pelo fato de estar ali dentro do campo, de estar representando o São Paulo, estar jogando grandes competições e ir em busca do nosso objetivo.

Agora morando em São Paulo, o camisa 3 terá outras chances de conhecer o estádio municipal. Mas talvez nenhuma em partida tão importante como a desta quinta-feira. Afinal, a Copa Libertadores é a prioridade do Tricolor nesta temporada.

Os três pontos de hoje serão importantes para Lúcio ter a chance de conhecer outros estádios da América do Sul na próxima fase da competição. E, por que não, no Marrocos, no Mundial de Clubes deste ano.

Lúcio, em entrevista ao LANCE!Net: ‘A diferença existe pela cultura e forma de pensar’

L!Net: Você só esteve no Pacaembu em um jogo amistoso, então dá para considerar que a partida contra o Arsenal será a sua estreia no Pacaembu para valer?
Lúcio: É isso sim. A gente espera vencer diante da nossa torcida. Esperamos também que o Pacaembu possa estar lotado, com a nossa torcida apoiando o tempo todo.

L!Net: Você disputou as últimas três Copas do Mundo, os estádios são bem mais preparados do que os outros?
Lúcio: Nas Copas do Mundo, por todos os estádios serem novos tanto no Japão como na Alemanha e também na África do Sul, eles eram sempre em busca do mais moderno possível. Todos estavam sempre preparados para a Copa, então eram grandes estádios.

L!Net: Mas a diferença é bem grande dos estádios da Europa para os daqui do Brasil, não é?
Lúcio: A diferença existe. Até pelo fato da cultura e da forma de pensar de alguns países. Então isso muda de acordo com o país, com o clube e com a dimensão dos jogos.

L!Net: Acredita que os estádios brasileiros estarão prontos para receber os jogos da Copa do ano que vem?
Lúcio: Eu acredito que sim. Espero e torço para que seja uma bela Copa. Vai estar o mundo inteiro olhando para o nosso país, nossa cultura e para o nosso empenho. Então espero que a gente possa fazer uma grande copa do Mundo.

Os preferidos do Xerife

Allianz Arena: Inaugurado em 2005, o estádio de Munique (ALE) sediou a abertura Copa do Mundo de 2006. A arena é utilizada pelo Bayern Munique, clube que Lúcio jogou por 5 anos.

Giuseppe Meazza: Estádio em Milão (ITA) que abriga jogos da Internazionale e Milan maravilha Lúcio: “Aquilo ali é um espetáculo quando tem grandes jogos, com mais de 70 mil pessoas”.

Dicas para Lúcio conhecer melhor o Pacaembu

Museu do Futebol: O museu abre de terça a domingo, das 9h às 17h. A entrada custa R$ 6,00. Em dias de jogos, o museu fecha mais cedo, dependendo da hora da partida. No momento, há uma exposição temporária sobre os árbitros, chamada “Será que foi, seu juiz?”. Com uma área de 6.900 metros quadrados, o museu traz várias curiosidades sobre a história do futebol.

Pastel: Às terças, quintas, sextas e sábados, Lúcio pode aproveitar um dia de treino à tarde para comer o famoso pastel da feira do Pacaembu. A barraca do Zé é a mais famosa do local e tem mais de 30 anos de tradição. Há diversos sabores e todos os cartões de débito e crédito são aceitos.

História: Talvez o zagueiro não saiba, mas o tobogã do Pacaembu não existia antigamente. No local, havia uma concha acústica para shows, que foi demolida em 1970, na gestão do prefeito Paulo Maluf.
Fonte: Lance

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