Com fome de bola, Lucas está prestes a alcançar 100 jogos pelo Tricolor

Comissão técnica e diretoria ficaram satisfeitos com a operação para ter Lucas no clássico contra o Santos, no domingo. A postura do garoto (19 anos) foi elogiada por todos e ele foi peça importante na vitória por 1 a 0. Para comemorar, o meia-atacante foi tratado como “rei” pelos pais.

– Depois de sair do Morumbi, fomos para casa. Ele comeu lanche que gosta e no dia seguinte (na última segunda), no almoço, arroz, batata frita e bife, que ele sempre adora. Dormiu um pouco mais do que o de costume. Foi até umas 12h, 13h, mas ele merecia, né? – explicou Jorge Rodrigues, pai do jogador, ao LANCENET!.

Superada a maratona, Lucas não quer saber de descanso e já mira novos objetivos. Na quinta-feira, semifinal contra o Coritiba, pela Copa do Brasil. Mas o compromisso seguinte promete ser ainda mais especial. O camisa 7, em menos de dois anos de clube (estreou em 8 de agosto de 2010), chegará a cem partidas com a camisa do Tricolor. Será diante do Atlético-MG, no Morumbi.

No elenco atual, só Rogério Ceni (1015 jogos), Luis Fabiano (190 jogos) e Fernandinho (101 jogos) chegaram a este número. Todos em mais tempo do que o futuro novo centenário.

A marca poderia ter chegado antes. Isso porque Lucas só esteve fora de dois compromissos nesta temporada. Convocado pela Seleção Brasileira, não enfrentou Bahia e Inter. Pela programação, perderia também o San-São, mas foi “fominha”.

– A questão psicológica dele, de querer jogar em todo momento, também ajuda. Ele quer jogar todas. Tem horas que precisamos controlar, mas no domingo não era o caso. Ele se apresentou muito bem – explicou o preparador físico Zé Mário.

Após descansar na última segunda-feira, Lucas volta nesta terça a trabalhar com o grupo. Os próximos dias prometem ser de ainda mais superação para o garoto.

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– Começa a maratona: dia 24 de maio, um dia após garantir classificação para a semifinal da Copa do Brasil com empate em 2 a 2 diante do Goiás, Lucas segue para a Alemanha. Chega de Goiânia em São Paulo e vai direto para Europa. Dois dias depois, é titular contra a Dinamarca e sai aos 37 minutos do segundo tempo. Na tarde do dia seguinte, o São Paulo venceu o Bahia por 1 a 0, no Morumbi. O camisa 7, pelo Twitter, comemora e acompanha tudo o que acontece durante o duelo.

– Amistosos:
Contra os EUA, em triunfo por 4 a 1, já em Washington, no dia 30, entra só aos 39 minutos do segundo tempo, no lugar de Neymar.  Frente ao México, em Dallas, quatro dias depois, entra aos 15 minutos do segundo tempo em derrota por 2 a 0.

– Inter 1 x 0 São Paulo:
Ainda nos EUA, Seleção Brasileira tem uma semana só de treinamentos. Enquanto isso, o Sampa conhece sua segundo derrota no Brasileirão, novamente fora de casa e com Luis Fabiano suspenso para o clássico.

– Argentina:
No último amistoso, realizado no sábado, Lucas entra só aos 37 minutos do segundo tempo e pouco participa. Logo em seguida, vai para o aeroporto. Neste período, conversa com o diretor de futebol Adalberto Baptista e com o pai Jorge Rodrigues. É cogitada a possibilidade dele pegar o Santos.

– Viagem:
Em cerca de dez horas, Lucas chega à capital paulista. Vai para o CT da Barra Funda, onde descansa e se alimenta. Fica à disposição do técnico Emerson Leão.

– San-São:
Escalado pela direita, ao lado de Willian José e Fernandinho no ataque, o camisa 7 faz boa partida. Das arquibancadas, recebe gritos de apoio da torcida. Fica os 90 minutos em campo e depois vai para casa, onde recebe carinho dos pais.

– Pós-jogo:
Após longa maratona durante os últimos dias e principalmente no fim de semana, Lucas inicia recuperação logo após o jogo (leia abaixo). Jantar é a base de sanduíche de uma grande lanchonete.  Em casa, dorme até as 13h e acorda para comer arroz, batata frita e bife, seu prato predileto. À tarde, é liberado e não participa do treino com o grupo no CT da Barra Funda.

Jorge Rodrigues, pai de Lucas, ao LANCENET!:

“Desde sábado, quando ainda estava nos EUA e quase para voltar para o Brasil, o Lucas  já tinha me falado que o pessoal do São Paulo queria conversar com ele, mas só quando terminasse a viagem, para ver como estava.

Logo que chegou, ainda no aeroporto, já disse que se estivesse preparado poderia ir para o clássico. Ninguém forçou nada, deixaram à disposição dele resolver. E foi o que aconteceu. Conversou com o Leão e avisou que poderia participar.

O Lucas, se tiver bola, fica 24 horas com ela nos pés. Não tinha jogado muito na Seleção, foi só a viagem, daí poderia jogar. Foi bem, atuou 90 minutos e não sentiu.”
Fonte: Lance

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