Cicinho relembra duelo com Rosario em 2004: ‘O São Paulo é paixão’

Há quase 14 anos, o São Paulo escrevia uma das páginas mais memoráveis de sua história em competições continentais. No dia 12 de maio de 2004, o Tricolor vencia, de virada, o Rosario Central, adversário desta noite pela Copa Sul-Americana, por 2 a 1 e, nos pênaltis se classificava para as quartas de final da Copa Libertadores. A partida no Morumbi teve de quase tudo e quem viveu aquele momento não o apaga da memória.

– Sem sombra de dúvida, foi uma das partidas mais emocionantes que tive pelo São Paulo. Se tratando de Libertadores, esse jogo foi até mais emocionante do que a final contra o Atlético-PR no ano seguinte. Aconteceu de tudo naquela partida. Um time como o São Paulo resolver ficar no campo durante o intervalo e com a torcida cantando, acho que não vai ter outro momento como esse – relembrou o ex-lateral Cicinho, a pedido do LANCE!

Depois de perder, por 1 a 0, na partida de ida em Rosário, o Tricolor precisava de uma vitória por dois gols de diferença para avançar de fase e saiu perdendo no Morumbi.  O que parecia difícil ficou ainda pior quando Luís Fabiano desperdiçou um pênaltil. Comandante do Tricolor na época, Cuca colocou o centroavante Grafite em campo e a sorte do São Paulo começou a mudar. Antes do intervalo, Cicinho jogou na área e o próprio Grafite mandou para o fundo da rede. O Morumbi explodiu.

O time não foi para o vestiário no intervalo e permaneceu em campo durante a paralisação. A torcida abraçou a ideia e cantou durante os 15 minutos de paralisação. Era o ânimo que o time precisava.

– A recordação mais impactante do jogo foi quando nós resolvemos ficar ali no banco de reservas, no intervalo, e a torcida começou a cantar. Foram 15 minutos cantando e aquilo nos motivos de uma maneira que nem tem como falar, foi muito forte. Essa é a recordação mais impactante que eu vivi com a torcida do São Paulo. Foi um momento único – relata Cicinho.

No segundo tempo, já quase no fim da partida, Grafite fez seu segundo gol na partida e levou o Tricolor para a decisão de pênaltis. O São Paulo saiu atrás, com Cicinho desperdiçando a primeira cobrança. Na sequência, a estrela de Rogério Ceni brilhou.

O goleiro-artilheiro foi para a marca da cal precisando converter para que o São Paulo não fosse eliminado e, na sequência, defender o pênalti batido por Gaona para levar o duelo às cobranças alternadas. E foi exatamente o que o ídolo tricolor fez. Depois, ainda pegou o chute de Irace e levou a equipe para as quartas de final daquela edição da Copa Libertadores.

Ao fim da partida, Cicinho e Fabão choravam em campo. Os quase 60 mil são-paulinos que estavam no Morumbi naquela noite explodiam de alegria. A virada diante do Rosario marcou uma era no clube, que foi coroada com as conquistas da Copa Libertadores e do Mundial de Clubes no ano seguinte.

 

Fonte: Lance

2 comentários em “Cicinho relembra duelo com Rosario em 2004: ‘O São Paulo é paixão’

  1. É bons tempos que os jogadores honravam a camisa do sao paulo, jogavam por amor ao clube, para ver o clube ganhar titulos, hj a maioria pensa em só encher a burra de grana e ate quem sabe conseguir a transferencia para um clube do exterior, Rodrigo Caio que o diga.

  2. Bons tempos. Time com jogadores que honravam a camisa, tinham Gana de vencer, deixavam o sangue em campo. Duro ter que ver essa cambada de jogador meia boca, sem vontade, que nada sentem quando perdem.

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