Campeão brasileiro em 91, Bernardo recorda duelos com o Bragantino

No dia 9 de junho de 1991, em Bragança Paulista, o Tricolor conquistava o tricampeonato brasileiro ao bater o Bragantino na decisão. O empate sem gols no interior, após vitória por 1 a 0 na ida, deu ao São Paulo o troféu da competição nacional contra o rival desta noite, às 22h (de Brasília), no Morumbi, no confronto de volta da Copa do Brasil de 2014.

Um dos personagens das finais no início dos anos 90, o volante Bernardo pôde voltar no tempo a recordar os embates contra o clube do interior. Sempre acompanhando de perto a equipe são-paulina, o marcador guarda na memória os embates com o time de Bragança Paulista, que perdeu a taça ao ver Mário Tilico anotar o gol solitário das decisões.

“O Bragantino tinha um bom time naquela época. Lembro que jogar contra eles era sempre difícil. Nós sempre respeitamos o Bragantino, mas com a vitória no jogo de ida, no Morumbi, chegamos mais confiantes em Bragança. A gente confiava muito no potencial do nosso time, que tinha grandes jogadores”, recorda.

Na capital paulista, no dia 5 de junho de 1991, o Tricolor de Telê Santana atuou com Zetti; Cafu, Antônio Carlos, Ricardo Rocha e Leonardo; Ronaldão, Bernardo e Raí; Müller, Macedo e Elivélton (Mário Tilico). Na volta, o time foi formado por Zetti; Zé Teodoro, Antônio Carlos, Ricardo Rocha e Leonardo; Ronaldão, Bernardo, Cafu e Raí; Macedo e Müller (Flávio).

“Lembro bem do único gol das finais: cabeceei a bola no travessão após cruzamento do Cafu e, no rebote, o Mário Tilico marcou o gol que, mais tarde, seria o do título. Depois, tivemos que trabalhar bem defensivamente para conquistar o troféu na volta”, relembra o meio-campista, que defendeu o clube entre 1986 e 1991.

No período em que esteve no São Paulo, Bernardo disputou 240 jogos, com 104 vitórias, 92 empates e 44 derrotas, além de ter balançado as redes 17 vezes. A despedida do jogador, aliás, foi justamente na final contra o Bragantino antes de se transferir para o Bayern de Munique, da Alemanha. Na bagagem, o marcador levou as conquistas do Campeonato Brasileiro de 1986 e 1991, além dos Campeonatos Paulistas de 1987 e 1989.

E nem mesmo o tempo foi capaz de diminuir o amor do volante pelo Tricolor. Ao lado dos filhos, o defensor costuma acompanhar as partidas do time de Muricy. “Sempre que posso, procuro ir ao Morumbi. Fui no último jogo, contra o Vitória (3 x 1), e torço para o São Paulo. Um dos meus filhos, Bernardo Junior (19 anos), até chora quando a equipe perde. O clube estará sempre na minha vida, porque o amor e carinho pelo São Paulo é muito grande”, revelou.

No confronto desta noite, após ter derrotado o rival por 2 a 1 em Ribeirão Preto, o time são-paulino ganhou o direito de atuar pelo empate para conseguir uma vaga nas oitavas de final da Copa do Brasil. Por isso, Bernardo mantém o otimismo e reforça a torcida pelo time são-paulino. “Futebol é complicado, não é uma matemática, mas acredito que o São Paulo vai se classificar. Não só pelo elenco, mas pela exibição dos últimos jogos”, opinou.

Fonte: site oficial

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