Até data gera controvérsia: São Paulo pode viver dia D com três eleições

O presidente Juvenal Juvêncio nega, mas a tendência é que ele agende para o dia 16 de abril a eleição que colocará Carlos Miguel Aidar e Kalil Rocha Abdalla frente a frente para decidir quem será o próximo a comandar o São Paulo. Se marcado para tal dia, o pleito presidencial do clube acontecerá na mesma data da eleição para a provedoria da Santa Casa de São Paulo, na qual Kalil Rocha Abdalla tenta a reeleição, “coincidência” vista como estratégica pelos aliados de Juvenal Juvêncio. Para fechar, o dia 16 de abril é, segundo informações dos cartolas são-paulinos, o favorito a receber também a eleição para presidência da CBF, no Rio de Janeiro.

“Não, não falamos nisso ainda. Não procede”, disse o presidente Juvenal Juvêncio, ao UOL Esporte, ao ser questionado sobre o agendamento da eleição para o dia 16 de abril. Ele, no entanto, brinca: “De repente você faz tudo no dia 16 e já resolve tudo no mesmo dia. Falam em eleição e não querem fazer a eleição”, acrescenta Juvenal, aos risos e em tom irônico, ao comentar a possibilidade das eleições são-paulinas, da CBF e da Santa Casa acontecerem na mesma data.

O discurso de Juvenal é oposto ao de seus aliados em conversas informais. Os mais próximos ao presidente do São Paulo dão como definido o agendamento da eleição do clube para o dia 16 de abril. Dizem que é uma estratégia para desgastar e evitar fortalecimento do oposicionista Kalil Rocha Abdalla. Pela manhã, Kalil tentará a reeleição na Santa Casa, da qual alguns conselheiros são-paulinos fazem parte da Irmandade. Se vencer o outro candidato, José Luiz Setúbal, Abdalla estará reeleito e poderia, na visão dos adversários no São Paulo, beneficiar-se pelo clima otimista. Se reeleito na Santa Casa, dias antes da eleição no clube, Abdalla teria período vitorioso e cenário favorável para conseguir mais votos. O candidato de oposição diz que está ciente dos planos para acumular eleições no dia 16 de abril, e vê como jogo político da situação – a data do pleito na Santa Casa foi marcada há cerca de um mês.

Por isso, caso as eleições do São Paulo sejam marcadas para o mesmo dia do pleito na Santa Casa, Kalil Rocha Abdalla não poderia se beneficiar no clube por uma eventual reeleição como provedor da instituição. Teria apenas algumas horas como vitorioso: a eleição são-paulina acontece à noite, em reunião do conselho deliberativo.

O entrave para todo o plano é a eleição na CBF. Caso ocorra no mesmo dia 16 de abril, como acreditam os cartolas são-paulinos, o presidente Juvenal Juvêncio teria de viajar ao Rio de Janeiro pela manhã para dar o voto, e voltar a São Paulo para, à noite, eleger seu sucessor em votação que deve atingir pelo menos as 23h. Por motivos de saúde, o dia se tornaria exaustivo para Juvenal, o que atrapalha a estratégia política para evitar o fortalecimento de Abdalla. Na CBF, o provável candidato da situação para suceder José Maria Marin é Marco Polo Del Nero, atual vice da entidade e presidente da Federação Paulista de Futebol. Francisco Novelletto, presidente da Federação de Futebol do Rio Grande do Sul, tenta viabilizar chapa para ser o candidato de oposição. Ele precisa do apoio de oito das 27 federações estaduais e cinco dos 20 clubes da Série A para conseguir registrar a chapa.

Procurado pela reportagem, o presidente do conselho deliberativo do São Paulo, José Carlos Ferreira Alves, afirmou que não tem conhecimento do agendamento da eleição para o dia 16 de abril. A eleição presidencial do São Paulo deve, segundo o estatuto social do clube, acontecer na segunda quinzena de abril. Na primeira quinzena é realizada a eleição dos 80 conselheiros, que se juntam aos 160 vitalícios para eleger o presidente. Esta votação deverá ocorrer no dia 5 de abril segundo dirigentes são-paulinos.

 

Fonte: Uol

2 comentários em “Até data gera controvérsia: São Paulo pode viver dia D com três eleições

  1. É onde a “ética” prevalece.
    Sempre tentando levar vantagem das maneiras mais esdrúxulas.
    Com tais atitudes que vemos que o intuito não é ver o SPFC crescendo, mudando (para melhor), e sim o poder.

    Lamentável.

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