Após São Paulo, Ceni cogita estágio até em outros times do Brasil

Identificado com o São Paulo, clube do qual virou ídolo pela passagem que já dura mais de 24 anos, Rogério Ceni tem em mente se tornar técnico depois de encerrar a carreira como goleiro, com data recém-prorrogada para terminar em 5 de agosto de 2015. Entre uma função e outra, a ideia é estudar e fazer estágio com diversos treinadores mundo afora.

Além dos Estados Unidos, país que costuma visitar nas férias com a família e para onde certamente irá a fim de aprimorar a língua inglesa, ele não descarta períodos de experiência – ou até mesmo de trabalho – em outros centros e até em equipes brasileiras, apesar de sua forte ligação com a camisa tricolor.

“Pretendo observar o trabalho do Klinsman (Jurgen Klinsmann, comandante da seleção norte-americana, a qual usou o CT da Barra Funda na Copa do Mundo), um treinador de que gosto bastante, e de muitos treinadores aqui no Brasil. Já convivo com o Muricy (Ramalho, seu chefe atual) há anos, mas há outros com quem posso adquirir muito conhecimento. Não é só lá fora que te oferece grandes treinadores”, explica o jogador, cujo futuro destino será frequentado antes por Kaká.

Djalma Vassão/Gazeta Press

Rogério Ceni já faz planos para observar trabalhos de treinadores depois de encerrar a carreira

O meia fará seu último jogo pelo São Paulo neste domingo (diante do Sport, no Recife) antes de se apresentar ao Orlando City. “O mercado americano é crescente mesmo e é o motivo de a gente não ter o Kaká aqui por mais tempo. O Orlando criou um projeto em torno dele, ele virou referência não só para a equipe, como para a cidade, para a prefeitura e o próprio estado da Flórida. Não conseguimos segurá-lo. Infelizmente, por tudo que ele agregou”, comentou Ceni.

Até um possível reencontro com o colega brasileiro, o goleiro se foca na chance de conquistar a próxima edição da Copa Libertadores e também na leitura de livros sobre grandes personalidades do esporte, coincidentemente americanos.

“Não sou muito bom em leitura – escrevi um livro há cinco, seis anos -, mas eu gosto de ler biografias, principalmente de gente que eu vejo com sucesso dentro do esporte. Já li um livro bacana sobre o Michael Jordan (considerado por muitos como o maior jogador de basquete de todos os tempos) e outro do Phil Jackson (treinador mais vitorioso da história da NBA). Aí, comecei a ler Onze Anéis, livro que fala dos 11 títulos dele como treinador”, contou o são-paulino.

Dos 11 anéis conquistados como treinador por Phil Jackson na NBA, seis foram com o Chicago Bulls e cinco com o Los Angeles Lakers, equipes que já tiveram grande rivalidade, em especial no início dos anos 1990, por conta da disputa particular entre Jordan e Magic Johnson. Uma mostra de que, na futura profissão, Ceni talvez não possa levar tanto em conta sua identificação com o São Paulo.

 

Fonte: Gazeta Esportiva

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