Ansioso por recorde, capitão exalta torcida: “60 mil fazem a diferença”

Cobranças não serão exclusividade dos jogadores do São Paulo no primeiro confronto com o Atlético-MG, pelas quartas de final da Copa Libertadores da América. A torcida, segundo o meio-campista Hudson, também terá de desempenhar um importante papel nesta quarta-feira, às 21h45 (de Brasília), no Morumbi.

“Fiquei sabendo que bateram o nosso recorde, mas a torcida do São Paulo não vai deixar isso barato, não, e vai bater de novo  na quarta-feira”, avisou o volante são-paulino em entrevista coletiva, nesta segunda-feira, no CCT da Barra Funda.

No último domingo, dia de decisões estaduais, dois jogos superaram o público total de 53.241 pessoas do 4 a 0 aplicado pelo São Paulo sobre o Toluca-MEX, em abril. No Cearense, 55.124 pessoas viram o Fortaleza levantar o troféu ao bater o Uniclinic, por 1 a 0, no Castelão. No Rio de Janeiro, 60 mil foram ao Maracanã e assistiram o Vasco empatar, por 1 a 1, com o Botafogo, alcançando o bicampeonato do Carioca.

É bem provável que o desejo de Hudson se concretize na quarta-feira. Isso porque a torcida tricolor esgotou os 50.995 ingressos postos à venda para o duelo com o Galo. Totalizando os camarotes e as cadeiras cativas do Morumbi, a carga total de entradas é de 64.614.

Questionado sobre a importância da casa tricolor lotada, Hudson foi assertivo. “Representa muito para a gente. Muito mesmo. É uma forma de motivação extra, que nos empurra o tempo todo e intimida o adversário. O Morumbi é grande, apesar da distância para o campo, 60 mil pessoas fazem a diferença”, ressaltou o capitão do São Paulo, que não soube explicar bem por que recebeu a faixa de Edgardo Bauza.

“Não sei responder. Talvez seja pelos dois anos de São Paulo, talvez pela posição mais central em campo, é mais fácil passar informação para os companheiros”, argumentou.

Cuidado com a arbitragem

No final de semana, a Conmebol comunicou que o colombiano Wilmar Roldán será o árbitro do duelo de quarta-feira, no Morumbi. Ele tem histórico negativo em jogos nos quais o São Paulo esteve envolvido. Em 2011, apitou a derrota por 2 a 0 para o Libertad, em Assunção, que custou a eliminação do time na Copa Sul-Americana. Após o jogo, ele expulsou o lateral esquerdo Juan e foi acusado pelo jogador de ter proferido ofensas racistas.Dois anos depois, após expulsão de Luis Fabiano no empate por 1 a 1 com o Arsenal, da Argentina, o juiz foi rigoroso na descrição da súmula, suspendendo o atacante de quatro jogos da Libertadores.

Ciente do modo de trabalhar do colombiano, Hudson deu sugestões de como lidar com o árbitro durante a partida. “É importante saber a postura do árbitro. Há um jeito de se comunicar durante a partida para não sermos penalizados por reclamação. A essa altura da competição, ser expulso ou pendurar um jogador por reclamação é inadmissível”, concluiu.

 

Fonte: Gazeta Esportiva

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