Aidar já estuda nomes para o departamento de futebol do São Paulo

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Com sua eleição para presidente do São Paulo dada como questão de tempo, Carlos Miguel Aidar agora quebra a cabeça para monta sua diretoria e pensa especialmente em quem chamará para o departamento de futebol, foco das maiores críticas desta última gestão de Juvenal Juvêncio.

O candidato da situação, cuja chapa conquistou 49 das 80 cadeiras no Conselho Deliberativo na eleição ocorrida no último sábado, ainda não tem um nome definido e começa a fazer sondagens. Leonardo, ex-jogador do clube, e até mesmo Zico, ídolo no Flamengo, foram nomes que Aidar cogitou, mas ainda não chegou a uma conclusão.

Uma opção considerada para o futuro é Marco Aurélio Cunha, voz mais estridente da chapa de oposição e maior crítico do último mandato de Juvenal Juvêncio. Conselheiros dos dois lados reconhecem que a combinação entre Aidar e Marco Aurélio formaria a “chapa dos sonhos” já que o ex-superintendente tem grande aceitação entre os jogadores, apelo com a torcida e bom trânsito na imprensa. Reservadamente, o agora oposicionista não esconde que pensaria em um eventual convite, mas não quer ser chamado para ser “bombeiro”.

Aidar ainda estuda uma aproximação com a chapa de oposição, mas prefere esperar porque sabe que trazer Marco Aurélio para sua gestão seria visto por Juvenal como uma traição sem perdão, já que o presidente vive em pé de guerra com o ex-colaborador. Dessa forma, o mais provável é que esse estreitamento de laços ocorra só mais para a frente.

O atual vice de futebol, João Paulo de Jesus Lopes, não deve ser mantido. Do atual “núcleo duro” da gestão de Juvenal, apenas Júlio Casares deve ficar (no departamento de marketing), embora ele sonhe com um posto de destaque no futebol. Gustavo Vieira de Oliveira, gerente executivo, foi bastante elogiado e deve continuar.

O candidato espera apenas a eleição para presidente, no dia 16, para anunciar sua diretoria, mas a vantagem aberta na eleição do Conselho já o faz pensar no futuro. “Sem dúvida, a eleição está resolvida.”

 

Fonte: O Estado de São Paulo

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