Zagueiros demais, poucos atacantes: um dos dilemas de Ceni no São Paulo

Maicon e Rodrigo Caio são os atuais titulares da zaga do São Paulo. O banco de reservas tem o veterano ídolo Lugano, o promissor Lyanco, titular da seleção brasileira sub-20, Douglas, que nem estreou, e Lucão, em quem Rogério Ceni deposita confiança para dar a volta por cima.

Já no ataque… O desequilíbrio do elenco tricolor é um dos problemas que o novo técnico tentará equacionar no planejamento para a próxima temporada. A defesa está bem servida ao seus olhos. Até mesmo Lucão, encostado durante todo o ano de 2016, principalmente após o fiasco de sua transferência para o Porto, na negociação da compra de Maicon, pode respirar mais aliviado.

Desde que era goleiro, há nem tanto tempo, Ceni via qualidades em Lucão. Agora técnico, ele acha que pode recuperar o jogador com seu programa de treinamentos e os métodos de jogo.

 

Ceni Lugano São Paulo (Foto: Vanessa Carvalho/Brazil Photo Press/Estadão Conteúdo)Ceni e Lugano no adeus do goleiro (Foto: Vanessa Carvalho/Brazil Photo Press/Estadão Conteúdo)

Antes mesmo do ídolo ser contratado, quando Ricardo Gomes ainda estava no comando, a prioridade do departamento de futebol era reforçar o ataque, principalmente em qualidade. O atual plantel tem Chavez, Gilberto, Ytalo e Pedro como centroavantes. O primeiro, argentino, é muito elogiado por seu comportamento e visto como elemento importante para o grupo, mas não para ser “o camisa 9” titular. É preciso alguém de mais peso na visão do São Paulo.

Gilberto pouco jogou, Ytalo teve uma lesão séria quando tentava se firmar, e Pedro é recém-promovido da base. Ainda é o titular da equipe sub-20 que briga pelos títulos paulista e da Copa do Brasil.

Pelos lados também há um dilema. Ceni celebra a chegada de Wellington Nem, e tem também David Neres e Luiz Araújo, outros jovens que até outro dia defendiam os juniores. Em sua visão, é preciso mais um jogador que possa jogar aberto, de preferência, com características físicas diferentes: alguém mais alto, mais forte. Os atuais são muito leves.

Não por acaso, o São Paulo tem o quarto pior ataque do Campeonato Brasileiro (37 gols marcados), à frente apenas de Internacional (33), Figueirense (29) e América-MG (21), três equipes que estão na zona de rebaixamento. Por outro lado, a defesa é a quarta melhor (35 gols sofridos), atrás apenas de Palmeiras (31), Atlético-PR (32), Santos (33), e empatada com o Flamengo (35), todos entre os que estão se classificando para a Libertadores.

Rogério Ceni, muito provavelmente, será apresentado na próxima terça-feira, no CT da Barra Funda. Na ocasião, dará sua primeira entrevista coletiva como técnico do São Paulo.

Próximo adversário: Atlético-MG
Local: Independência, Belo Horizonte
Data e horário: domingo, 17h (de Brasília)
Escalação provável: Renan Ribeiro, Buffarini, Maicon, Rodrigo Caio e Mena; Wellington, Thiago Mendes e Cueva; Luiz Araújo, David Neres e Chavez.
Pendurados: Carlinhos, Denis, Hudson, Kelvin, Lyanco, Mena e Michel Bastos
Desfalques: João Schmidt (suspenso); Wesley, Kelvin, Breno, Ytalo e Lucas Fernandes (machucados); Carlinhos e Michel Bastos (fora por opção técnica)
Arbitragem: Dewson Fernando Freitas da Silva, auxiliado por Marcio Gleidson Correia Dias e Helcio Araujo Neves (todos do Pará)
Transmissão: Premiere, com narração de Jaime Júnior e comentários de Henrique Fernandes

 

Fonte: Globo Esporte

Um comentário em “Zagueiros demais, poucos atacantes: um dos dilemas de Ceni no São Paulo

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*