Xerifes de palavra! Por que dupla se recusou a jogar por SP e Corinthians

Do lado são-paulino, Maicon forma a zaga com Rodrigo Caio. Já entre os corintianos, Fabián Balbuena jogará ao lado de Vílson. No clássico deste sábado (5) no Morumbi, entretanto, a realidade dos dois sistemas defensivos que vão a campo a partir das 19h30 (de Brasília) poderia ser exatamente oposta.

No meio do ano, Maicon foi o primeiro nome do Corinthians para substituir Felipe, vendido ao Porto-POR. Porém, a recusa do jogador e as dificuldades que envolviam o negócio fizeram os corintianos recuarem. Por R$ 22 milhões, logo depois, o São Paulo efetivou a compra tratada como presente aos torcedores. Já Balbuena, em fevereiro, teve a oportunidade de fazer o caminho oposto e defender o rival. Assim como Maicon, pesou a palavra dada.

O duelo deste sábado também é oportunidade para ambos os jogadores darem uma guinada.

Embora seja o zagueiro corintiano mais assíduo do Brasileiro, Balbuena chegou a frequentar a reserva e não mantém o mesmo desempenho dos tempos de Tite, como boa parte do time. Pendurado, ele atua antes de se juntar à seleção do Paraguai nas Eliminatórias. Maicon, por sua vez, acabou como vilão na Copa Libertadores e não tem repetido as atuações convincentes do primeiro semestre.

Corinthians? Maicon disse ‘não, obrigado’

Em maio deste ano, quando o São Paulo tinha dificuldade para fechar a renovação do contrato de Maicon, o Corinthians resolveu tentar atravessar a negociação e fechar com o zagueiro, que até então deveria voltar ao Porto em julho.

Na ocasião, o Corinthians havia acertado a venda de Felipe ao Porto e definiu que Maicon seria o substituto ideal para ele. As possibilidades de um empréstimo e troca foram avaliadas, mas a direção corintiana concluiu que os valores eram proibitivos e que o são-paulino já havia feito sua escolha.

O então diretor executivo, Gustavo Vieira, foi a Portugal para comprar Maicon em definitivo. A estratégia era fazer com que o São Paulo passasse a ser a única opção para ele, que não tinha mais espaço no Porto. Além de recusar a oferta corintiana, o zagueiro também refutou investidas de Fenerbahce-TUR e Inter de Milão-ITA. Na época, deixou claro que gostaria de ficar no Brasil e no São Paulo.

“Fiquei muito tempo na Europa, longe da família. Todos sabiam que queria continuar, mas não dependia só de mim”, disse na época.

São Paulo? Balbuena preferiu honrar a palavra

A história do paraguaio Fabián Balbuena em relação ao rival guarda semelhanças com Maicon, porque a palavra empenhada à outra equipe minou as chances de o negócio com o São Paulo prosperar.
Recomendado pelo CIFUT (Centro de Inteligência do Corinthians), Balbuena também havia sido visto in loco por Mauro da Silva, observador do clube. Mas quem cuidava da contratação, em fevereiro desse ano, era o então diretor adjunto Eduardo Ferreira.
Após acordar toda a operação com o Libertad-PAR, clube defendido por Fabián, Ferreira estranhou o sumiço das pessoas envolvidas na transferência e descobriu, por meio de terceiros, que o São Paulo havia enviado um agente ao Paraguai para tentar atravessar o Corinthians. A história jamais foi oficialmente confirmada por dirigentes são-paulinos, mas motivou a ida do próprio Edu Ferreira à Assunção.
Segundo a versão contada por representantes do Corinthians, Balbuena foi quem intercedeu e avisou que já tinha se decidido pelo clube e que não mudaria de ideia. A atitude, que o faria deixar de ganhar algo em torno de R$ 1 milhão, fez com que o paraguaio chegasse com ainda mais moral à nova equipe. Em recompensa, a direção aumentou os valores do contrato feito com ele.
Fonte: Uol

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