Um mês sem Ceni: São Paulo faz mais gols, piora na defesa e segue no Z-4

A derrota por 2 a 1 para o Coritiba marcou um mês do São Paulo sem Rogério Ceni, demitido no dia 3 de julho, logo depois de a equipe entrar na zona de rebaixamento do Campeonato Brasileiro. E lá ela continua. O fiasco diante de 53.635 torcedores devolveu o Tricolor ao grupo dos quatro últimos colocados. Se a situação na tabela continua angustiante, há mudanças perceptíveis: o ataque, por exemplo, está mais perigoso e eficiente, mas a defesa toma mais gols.

Questionados sobre o que mudou no São Paulo com Dorival Júnior, jogadores experientes, como Petros e Jucilei, têm dito que o técnico prega uma recomposição defensiva mais rápida quando a posse de bola é perdida. Na prática, porém, o time está mais frágil atrás.

Nas 11 vezes em que Ceni esteve no comando no Brasileirão, foram 11 gols sofridos (um por jogo). Nas partidas restantes (uma com Pintado e seis com Dorival), o Tricolor levou 13 gols (1,8 por jogo).

Uma das mudanças mais destacadas é a atitude sem a bola. Em razão do alto número de gols sofridos no Paulistão e na Copa do Brasil, Ceni tentou privilegiar o sistema de marcação no Brasileiro e diminuiu a intensidade no combate imediato à perda da bola. Ainda assim, era mais frequente do que ocorreu, por exemplo, diante do Coritiba. Mesmo em casa, contra um rival de pouca qualidade, o São Paulo recuou muito suas linhas e deu espaços. O cenário só se modificou depois que Carleto fez 1 a 0, de pênalti.

Por outro lado, o desempenho ofensivo melhorou após a saída de Rogério Ceni. Com ele, o Tricolor não chegou a fazer um gol por partida (0,9). Agora, são 11 em sete jogos (média de 1,5). Mas três deles foram marcados em oito minutos, no inusitado final de jogo contra o Botafogo, e por jogadores que foram contratados após a troca de comando: Marcos Guilherme e Hernanes.

O número de finalizações aumentou um pouco (14,1 a 13, em média) porque a equipe consegue ficar mais tempo com a bola dominada no campo de ataque. Cueva, Marcinho e Pratto, que formavam a base ofensiva de Ceni, seguem frequentemente escalados por Dorival Júnior.

Aliás, essa é uma mudança relevante. Se o antecessor promoveu muitas variações, na busca de uma formação confiável e também por condicionar bastante suas escolhas às do adversário, o novo treinador estabeleceu um time titular, no 4-2-3-1, que, hoje, tem uma dúvida: o companheiro de ataque de Pratto.

Escalação de Dorival tem uma dúvida: o parceiro de Pratto (Foto: GloboEsporte.com)

Escalação de Dorival tem uma dúvida: o parceiro de Pratto (Foto: GloboEsporte.com)

No início foi Wellington Nem, a quem, apesar das críticas da torcida, Dorival estava disposto a dar continuidade. A grave lesão no joelho, porém, o afastou dos campos pelo resto da temporada.

Marcinho tem sido escalado, mas a concorrência será cada vez mais pesada. Além de Marcos Guilherme, reforço pedido pelo treinador e autor de dois gols em sua estreia, e de Denilson, que marcou para o São Paulo na derrota para o Coritiba, em breve, Dorival poderá contar com Maicosuel, que se recondiciona fisicamente depois de ter parado por um longo tempo, em razão de desequilíbrio muscular. A previsão é de que ele possa enfrentar o Cruzeiro, no dia 13.

O jovem Lucas Fernandes, mais meia do que os citados no parágrafo acima, também pode cobiçar a vaga, já que a atual comissão técnica se encantou por ele.

No dia a dia do CT da Barra Funda, dirigentes têm dito que o clima está melhor, mais leve desde a contratação de Dorival Júnior. Entretanto, eles falavam o mesmo no início do ano, quando elogios aos treinos diferentes de Rogério Ceni eram praticamente diários. As consequências da série de eliminações entre fim de abril e início de maio minaram o ambiente que havia sido construído.

Neste domingo, o São Paulo, atualmente na 17ª posição do Brasileirão, enfrentará o Bahia para tentar deixar novamente a zona de rebaixamento, algo que só ocorreu em uma das últimas oito rodadas. Será o encerramento do primeiro turno da competição.

Veja as informações do São Paulo para o jogo contra o Bahia:

Local: Arena Fonte Nova, em Salvador
Data e horário: domingo, 16h (de Brasília)
Provável escalação: Renan Ribeiro; Bruno, Arboleda, Militão (Lugano) e Edimar; Jucilei e Petros; Marcinho (Marcos Guilherme), Hernanes e Cueva; Lucas Pratto
Desfalques: Rodrigo Caio (suspenso); Wellington Nem (passará por cirurgia no joelho direito); Maicosuel (aprimora a forma física); Júnior Tavares (edema na coxa direita); Lucas Fernandes (estiramento na coxa esquerda); Morato (cirurgia no joelho, só volta em 2018); Denis (tendinite no ombro esquerdo)
Pendurados: Bruno, Júnior Tavares, Petros, Cícero, Cueva e Lucas Pratto
Arbitragem: João Batista de Arruda (RJ), auxiliado por Luiz Cláudio Regazone (RJ) e Eduardo de Souza Couto (RJ)
Transmissão: TV Globo para SP, PR, SE, AL, PE, CE, MA e DF (com Cleber Machado, Casagrande e Paulo César Oliveira) e Premiere e Premiere HD (com Thiago Mastroianni e Jorge Allan)

Fonte: Globo Esporte

3 comentários em “Um mês sem Ceni: São Paulo faz mais gols, piora na defesa e segue no Z-4

  1. Se você subtrair os gols por falhas do Renan e do Bruno, a média deve cair para menos de um gol por partida.

    Ter esse bando de perebas e o Marcinho cara-de-choro é Série B com certeza.

    Mas desencana, o Dorival tem carinho por esses jogadores. Podemos ir pra Série B portanto que a gente recupere esses babacas dentro de campo

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