Turbulência e resultados irregulares: os 10 primeiros jogos de Bauza no SP

A derrota para a Ponte Preta neste sábado (27) marcou a décima partida do argentino Edgardo Bauza no comando do São Paulo. Escolhido como primeiro técnico da era pós-Rogério Ceni, o treinador não tem tido vida fácil no clube, que vive uma fase turbulenta fora de campo e tem vacilado nos principais compromissos que teve dentro das quatro linhas em 2016.

Nesta temporada, o clube realizou seis jogos do Campeonato Paulista, três da Copa Libertadores e mais um amistoso. Deste total, a equipe tricolor encarou dois adversários da primeira divisão brasileira: Corinthians e Ponte Preta. Justamente contra a dupla alvinegra, o São Paulo saiu derrotado.

O outro terceiro e último revés até essa altura foi contra o Strongest, no primeiro jogo da fase de grupos da Copa Libertadores. Os resultados ruins nas partidas mais difíceis pesam contra o treinador, que tem até agora um saldo positivo no comando do clube. Dos demais confrontos realizados, o São Paulo levou a melhor em quatro e empatou os outros dois.

Nos olhos da torcida e até de parte da diretoria, superar Água Santa, Rio Claro, Grêmio Novorizontino e o frágil Cesar Vallejo, rival na pré-Libertadores, não têm o mesmo peso das três derrotas no ano.

Destes três jogos, no entanto, é possível fazer uma avaliação positiva da postura da equipe. Contra Strongest e Ponte Preta, o São Paulo foi o melhor time em campo, porém falhou naquilo que é a maior deficiência da equipe até agora: a finalização.

O meio-campo tricolor tem sido o regularmente melhor que o do adversário, mas o time peca na hora de definir. Bauza faz o São Paulo jogar, trocar bem passes e controlar os rivais, mas a ineficiência do ataque – 11 gols em 10 jogos – tem sido letal e incomodado ao técnico.

“Gostaria que os resultados fossem diferentes. Sigo insistindo que a equipe tem uma identidade, a põe em prática, mas creio que em linhas gerais tem faltado efetividade. Temos controlado os jogos, como hoje. Está custando muito fazer os gols. Este tem sido um dos problemas maiores”, disse Bauza após a derrota para a Ponte Preta.

Polêmicas extracampo

A falta de pagamento de premiações e direitos de imagem aos jogadores e pressão das arquibancadas por resultados criaram uma crise no São Paulo após a derrota para o Strongest na Copa Libertadores. Liderado por Michel Bastos, um grupo dentro do elenco fez um pacto de silêncio e não falou com a imprensa na sequência da partida, porém atletas como Lugano, Calleri e Alan Kardec não aderiram ao movimento, criando um desentendimento nos bastidores do clube, turbulentos também na esfera política.

Rodrigo Gaspar, assessor da presidência, deu declarações inflamatórias nas redes sociais que não repercutiram bem entre os jogadores, mas foi bancado pelo presidente Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco. Ataíde Gil Guerreiro, vice de futebol, admitiu os atrasos nos pagamentos, deu razão aos atletas e amenizou os ânimos exaltados, sossegando provisoriamente a crise.

 

Fonte: Uol

8 comentários em “Turbulência e resultados irregulares: os 10 primeiros jogos de Bauza no SP

  1. Fala para o Bauza assistir o jogo da Ferroviaria, todos jogos e vê se aprende de como montar um time e por para jogar bola de verdade, impressionante, por isso que as vezes o treinador se queima no sao paulo pq quer.

  2. Acabei de assistir Ferroviaria x Parmera, que liçao que aula que um time pequeno sem expressao, sem jogadores de nome deram uma aula de como jogar bola, sao paulo tinha que assistir video desse time e como jogou milhoes de vezes como se joga bola mesmo nao tendo jogadores famosos e cheio de estrela.

  3. alguém pode me explicar como o treinador da ferroviária consegue organizar o time e o treinador do soberano não consegue organizar o soberano ?

    aqueles que defendem a permanecia do bauza ate o próximo ano no soberano poderiam falar o que o bauza fez ate agora para ficar no cargo ate 2017?

    pra sempre soberano

  4. Curto e grosso, o grupos de jogadores do São Paulo esta rachado, não aceitaram o Lugano, esta é a verdade só que não tem coragem de assumir.
    São trairas como se diz no mundo da bola.
    Vou mais longe acho que não aceitaram nenhum gringo que esta la.

  5. A impressão que tenho é a de que os atletas estão longe de serem amigos; de confiar um nos outros – não importa que comemorem gols contra o vento de forma como se fosse a maior conquista do mundo: entre eles o clima me parece péssimo…

  6. Graças a está diretoria incompetente, que continua com erros sucessivos, assim como no mandato curto, porém desastroso do Aidar, e no final da gestão do JJ, 2016 será uma ano para se esquecer, a política do clube reflete os resultados em campo, e não podia ser diferente, Paulo Pontes infelizmente haverá um hiato de anos após a conquista do tri campeonato Brasileiro, em suas publicações A História Marca…..

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

*