STJD reduz multa do São Paulo no caso Maidana e mantém a do atleta

O Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD) julgou nesta quinta-feira o caso Iago Maidana, em segunda instância, e reduziu a multa dos três clubes envolvidos (São Paulo, Monte Cristo e Criciúma) de R$ 100 mil para R$ 30 mil. A punição ao zagueiro foi mantida em R$ 10 mil.

A história, porém, não para por aí. Fato que iniciou todo o processo de renúncia do presidente Carlos Miguel Aidar do São Paulo, a contratação de Iago Maidana ainda pode ser julgada pelo Comitê de Resolução e Litígios da CBF. O prazo, iniciado em outubro passado, é de dois anos.

Nesse caso, os clubes ainda correm risco de uma multa ainda maior, suspensão de registros de novos jogadores por um ou dois anos, dedução de pontos e até rebaixamento.

 

ENTENDA O CASO

Em setembro, a empresa Itaquerão Soccer tirou Iago do Criciúma ao preço de R$ 800 mil –segundo o clube catarinense, o valor seria a metade – e o registrou por dois dias no Monte Cristo (que disputa a terceira divisão goiana) antes de vender 60% de seus direitos econômicos ao São Paulo por R$ 2 milhões. Ocorre que, desde maio de 2015, a participação de investidores em transferências é proibida, motivo pelo qual a negociação passou a ser investigada pela diretoria de registro e transferência da CBF.

Depois de notificar os três clubes e pedir versão dos fatos também ao atleta, a entidade finalizou um dossiê e o entregou à Procuradoria do STJD. Analisados os documentos, a denúncia foi oferecida e julgado em primeira instância em outubro do ano passado.

No São Paulo, antes mesmo do desfecho, o assunto intensificou uma crise política histórica e expôs de vez um racha que levou Carlos Miguel Aidar a renunciar à presidência depois de acusações de corrupção. Antes de se desligar do clube, o agora ex-mandatário afirmou desconhecer a Itaquerão Soccer, apesar de uma fotografia mostrar que os representantes da empresa estiveram reunidos no CT da Barra Funda com o zagueiro.

 

Fonte: Globo Esporte

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