SP consulta Marcelo, do Atlético-PR, mas esbarra em preço e Petraglia

O gerente de futebol do São Paulo, Gustavo Vieira de Oliveira, consultou os representantes do atacante Marcelo, do Atlético-PR, sobre a viabilidade de uma transferência para o Morumbi em janeiro de 2014, mas já ouviu resposta negativa. Além do alto preço que pede a diretoria do Atlético-PR, que já seria obstáculo grande o bastante para o São Paulo, ouviu que o presidente Mario Celso Petraglia não aceita negociar com o clube de Juvenal Juvêncio, com quem criou ferrenha rivalidade nos últimos anos.

O Atlético-PR não pretende vender Marcelo para outros clubes do Brasil. A diretoria fala em renovar o contrato do atacante – atual vínculo vai até janeiro de 2015 – para negociá-lo no futuro com o futebol europeu. Não há preço estipulado pelo jogador, mas as partes envolvidas avaliam que hoje apenas uma proposta do exterior por valor igual ou superior a 10 milhões de euros (R$ 32 milhões) poderia fazer o Atlético-PR romper o contrato.

Esse foi o preço passado para o São Paulo, que ainda ouviu que Fluminense e Internacional também consultaram a possibilidade de contratar Marcelo, eleito pela CBF a revelação do último Brasileirão. A diretoria do Corinthians disse que riscou o nome do atacante da lista de reforços para 2014, por conta dos altos valores. O atacante tem 10% de seus próprios direitos econômicos, e 90% pertencem ao Atlético-PR.

A má relação com Mario Celso Petraglia determinou que não há possibilidade de negociação. O presidente do Atlético-PR guarda mágoa do clube paulista até hoje por conta de diferentes episódios. A principal é o veto à Arena da Baixada na final da Copa Libertadores de 2005, imposto pela Conmebol após pedido do São Paulo. O Atlético-PR jogou o primeiro confronto da decisão no Beira-Rio, empatou por 1 a 1, e depois foi goleado no Morumbi, por 4 a 0. Até hoje Petraglia diz que teria comemorado o título da Libertadores daquele ano não fosse o veto a seu estádio.

Em outubro, em entrevista à ESPN Brasil, o presidente do Atlético-PR relembrou o episódio e se referiu ao São Paulo como “bambinhos”: “Se não fossem as forças ocultas nós teríamos sido campeões da Libertadores. Porque nos tiraram na mão grande, de uma forma vil, do nosso estádio para jogar a final. Nós tínhamos os 40 mil lugares, eu tenho todos certificados. Da polícia, do CREA, dos bombeiros, certificando a capacidade. Por força de “instruciones superiores”, fomos jogar no Beira-Rio. Não foi o estádio, foi a desmoralização que nos fez perder. Dois meses depois, os bambinhos foram lá e tomaram de 4″, falou Petraglia, em entrevista à emissora.

A polêmica transferência do atacante Dagoberto, do Atlético-PR para o São Paulo, em 2007, é outro ponto que aborrece Petraglia. A negociação do jogador com o São Paulo foi longa, e a relação do atleta com o Atlético-PR – clube que o revelou – se desgastou a partir do momento que Dagoberto comprou briga judicial para deixar o clube. Avisou que sairia ao fim de seu contrato, mas o Atlético-PR conseguiu liminar para estender o vínculo até 2008. No início de 2007, o próprio atleta e seus empresários pagaram a multa rescisória e firmaram o acordo com o São Paulo.

Sem Marcelo, descartado, o São Paulo continua a busca por contratações para o setor ofensivo. A diretoria vê como prioridade a chegada de pelo menos dois reforços para disputarem vagas no setor ofensivo do time titular – um atacante de velocidade, para jogar pelas laterais, e um centroavante. O volante Jucilei, do Anzhi Makhachkala (RUS), é avaliado em 5 milhões de euros (R$ 16 milhões) e é alvo do São Paulo, que busca maneiras de conseguir os recursos para selar a transferência. Jucilei já avisou aos russos que não renovará seu contrato, que termina em dezembro de 2014, e poderá assinar acordo com outros clubes a partir de julho do ano que vem caso não seja vendido nesta janela.

 

Fonte: Uol

2 comentários em “SP consulta Marcelo, do Atlético-PR, mas esbarra em preço e Petraglia

  1. O empresário do Jucilei é aquele empresário amigo de todo mundo no Morumbi, aquele que trouxe quase um time inteiro de reservas para o clube? Não faz sentido investir em um volante com tantos volantes no time. E o Muricy não disse para todo mundo que estava satisfeito com o Maicon?
    Cadê os atacantes?

  2. Petraglia é um coitado.Tem um estádio ridículo e até hoje chora a Libertadores, mas se esquece que até o juiz tentou dar uma ajudinha ao atletiquinho quando deu um penal cuja falta foi fora da área).. O time deles era ridículo, e não ganha nada de importante,é uma Ponte Preta do Paraná.

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