São Paulo termina ano tendo categorias de base como única saída

O São Paulo terminou a temporada tendo as categorias de base como única saída para os diversos desfalques e também para soluções táticas que os mais experientes não vinham dando conta. Apesar do momento delicado do clube no segundo semestre, a comissão técnica não hesitou em acionar os jovens vindos de Cotia, principalmente após a efetivação de André Jardine como treinador.

Para se ter uma ideia, no duelo derradeiro do Brasileirão, com a Chapecoense, o São Paulo tinha oito jogadores formados em Cotia no banco de reservas. Apenas quatro suplentes não eram formados nas categorias de base do Tricolor. Para Jardine, no entanto, a partida em Chapecó foi um episódio atípico. Jucilei foi liberado pelo clube para resolver questões pessoais, Reinaldo estava suspenso, enquanto Bruno Peres, Rojas, Luan, Carneiro Tréllez estavam entregues ao departamento médico.

“Estávamos com vários jogadores fora, inclusive, os mais experientes não estavam à disposição, como o Jucilei, Reinaldo, Bruno Peres, Carneiro… nosso banco era praticamente oriundo da base. Não me omiti vendo que as coisas não estavam funcionando em botar alguns deles em campo, até porque só tinham eles”, disse Jardine após a partida.

“As opções do meio para frente eram todas de jogadores da base. Também é uma oportunidade para ver como eles reagem em jogos como esse, que era decisivo, assim como teremos já em fevereiro jogos decisivos. Óbvio que não vai ser só em um jogo que tiraremos todas as conclusões, mas esse jogo também nos dá a noção de quem está pronto, quem pode acelerar esse processo de transição”, completou o treinador são-paulino.

O capitão Hudson, por sua vez, adotou uma postura um pouco mais cautelosa em relação aos jovens jogadores do São Paulo. O volante ressaltou a grande qualidade dos garotos, campeões de praticamente tudo no sub-20, mas também alertou para as possíveis consequências de lançá-los antes da hora.

“A gente tem uma base extremamente promissora, são jogadores de excelente qualidade, mas não podemos jogar o peso sobre eles. Precisamos inseri-los em um contexto de um time que esteja mais pronto, vivendo uma melhor fase. Acho que assim eles vão render mais e não serão queimados. Temos que tomar esse cuidado, são meninos de extrema qualidade e podem ajudar muito o São Paulo ainda, concluiu.

 

Fonte: Gazeta Esportiva

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