São Paulo reencontra Criciúma no palco onde o bi-mundial quase ‘morreu’

No dia 6 de março de 1992, o São Paulo pegou o Criciúma na estreia da Copa Libertadores da América e foi goleado no estádio Heriberto Hulse por 3 a 0. Nesta quinta-feira, 28 de agosto de 2014, às 20h, os times voltarão ao mesmo palco, agora para estreia na Copa Sul-Americana.

Além do acanhado estádio e de ter o Tigre como adversário, o jogo de hoje remete ao de 22 anos atrás devido à falta de interesse inicial do Tricolor pela competição. Pode parecer estranho, mas o lendário Telê Santana não tratava a Libertadores, taça que ergueria duas vezes consecutivas, como prioridade em 92.

Defensor dos títulos do Campeonato Brasileiro e do Paulista em 91, o São Paulo poderia ser considerado um dos favoritos à conquista da Libertadores, mas Telê não estava convencido de que valeria o esforço no torneio. Temeroso devido ao desgaste provocado por longas viagens, arbitragens caseiras e baixa recompensa financeira, o São Paulo pareceu indefeso para o Criciúma na primeira rodada do Grupo 2 daquele ano.

– Esse jogo foi imoportante demais. Dei uma chegada no Raí e ele me deu um chapéu. Depois consegui devolver um balãozinho nele (risos). O São Paulo jogava muito, mas éramos muito entrosados e vencemos – relembra Roberto Cavalo, ex-jogador do Tigre e atualmente técnico do Oeste, à reportagem do LANCE!Net.

O início desastroso, no entanto, motivou torcida e jogadores do São Paulo a buscarem a recuperação na Libertadores. Em dois jogos na altitude boliviana e dois no Morumbi, contra San Jose e Bolívar, o Tricolor arrancou oito pontos. E o Criciúma, algoz da estreia, foi vingado na capital paulista em grande estilo: 4 a 0.

– Conseguimos virar o placar no Morumbi. Foi um jogo fantástico do time (Raí, Palinha, Elivélton e Müller marcaram). Passamos de fase em segundo e embalamos. Fomos ganhando confiança depois, mas tudo começou contra o Criciúma – relembra o ex-goleiro Zetti.

Nas oitavas de final, o São Paulo venceu o Nacional no Brasil e no Uruguai e garantiu vaga nas quartas para nova chance de vingança contra o Criciúma. O 1 a 0 no Morumbi deu vantagem para o empate em 1 a 1 em Santa Catarina e, depois disso, nem Barcelona (EQU), nem Newell’s Old Boys (ARG) evitaram o título tricolor. Meses depois, seria o Barcelona, o da Espanha, a conhecer de perto Telê, Raí e companhia.

O time que ganhou o mundo nasceu em Criciúma. Mas poderia ter dado adeus aos planos de brilhar no Japão duas vezes consecutivas no Mundial de Clubes não fosse o travessão ajudar Zetti em chute de Roberto Cavalo.

– Tínhamos perdido a primeira no Morumbi e na volta, com o Heriberto lotado, fizemos 1 a 0. Depois, acertei uma bomba no travessão. O Zetti nem se mexeu, seria 2 a 0, a gente teria passado e seria campeão. Podem apostar – lamenta Cavalo.

Fonte: Lance

Um comentário em “São Paulo reencontra Criciúma no palco onde o bi-mundial quase ‘morreu’

  1. Eu estava no jogo de volta nas quartas em Criciúma, no empate em 1×1. Fantástica lembrança, ainda mais por um lance… rsrsrs… Eu estava colado no alambrado na lateral, muito perto do campo, um silencio danado de apreensão nas arquibancadas, o Pintado com a bola, vai fazer um passe pro Raí, junto da linha lateral, e claro, erra o passe, a bola foi muito longe e o Raí deu uma bronca no Pintado, que retrucou:
    VAI TOMÁ NO CÚ RAÍ, TÚ SABE QUE EU NÃO SEI PASSAR, PORRA!!! kkkkk Pintado é um MONSTRO… boa lembrança daquele tempo….

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