Rival do São Paulo tem histórico de segunda divisão

Rival do São Paulo na final desta quarta-feira, o Tigre tem um histórico marcado pelas seguidas passagens na segunda divisão argentina. Nos seus 110 anos de vida, o ‘Matador de Victoria’, como é conhecido, nunca disputou uma decisão de um torneio internacional – tabu quebrado em 2012 na Copa Sul-Americana.

Depois de 27 anos seguidos na segunda divisão argentina, o Tigre subiu em 2007. Logo no primeiro ano, fez uma campanha surpreendente ao conquistar dez vitórias e terminar como vice-campeão do Clausura (Apertura) em definição só na última rodada.

Os principais títulos do Tigre são pouco expressivos: Série B local, muito abaixo do histórico do São Paulo, que já conquistou três campeonatos mundiais de clubes, três Libertadores e seis Brasileiros, entre outros troféus.

“O São Paulo tem mais conquistas, mas Tigre é equipe centenária, já está na Libertadores, vice-campeã argentina ano passado, vem num bom momento, fez Copa Sul-Americana muito boa. Acho que toda essa tradição e títulos do São Paulo não fazem diferença. Temos de entrar em campo e jogar”, justificou o técnico Ney Franco.

A campanha que o Tigre realizou nesta Sul-Americana surpreendeu até aos torcedores da cidade de cerca de 300 mil habitantes localizada na província da capital Buenos Aires. Nem o mais otimista esperava que a equipe do técnico Nestor Gorosito fosse tão longe.

Gorosito, aliás, tem uma história de superação. Ele teve que sair do Argentinos Juniors após demorar para se recuperar de um grave acidente que em que estávamos. Assumiu o Tigre pouco depois e montou um time aguerrido e compacto.

A boa campanha do Tigre pode ser explicada pelo eficiente desempenho dos argentinos em seus domínios. O jovem meia Ruben Botta, de 22 anos, é o destaque do time.

Mas o que mais preocupa o São Paulo são as bolas aéreas do rival. “O adversário mostrou ser muito bom, e é preciso ter calma. Vejo eles com diversos jogadores altos, e com uma bola aérea muito forte. Foi assim que fizeram muitos gols”, admitiu Rogério Ceni.

Fonte: Uol

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