Renda de jogo não quita dívida, e SP perde parte da venda de Rodrigo Caio

O São Paulo enfrenta problemas há alguns meses para pagar em dia os direitos de imagens de alguns atletas do elenco. No começo de maio, a diretoria do clube justificou o atraso ao garantir que havia usado o dinheiro da renda do jogo contra o Cruzeiro para quitar uma dívida com o lateral esquerdo Jorginho Paulista, jogador do time entre 2002 e 2003.

A verba de quase R$ 3,7 milhões, ao contrário do discurso de um mês atrás, não foi usada para quitar o débito de R$ 2,49 milhões com o jogador. “Nós usamos esse dinheiro para pagamentos normais”, disse o  vice-presidente de administração e finanças, Osvaldo Vieira de Abreu.

No dia 12 de maio, no entanto, o presidente Carlos Miguel Aidar disse que parte da renda da partida foi usada para pagar Jorginho Paulista. “Tínhamos planos para esse dinheiro, mas agora ficamos sabendo que não vamos poder usar. A situação é mais difícil do que imaginava”, disse o dirigente na ocasião.

Como o débito não foi quitado, o São Paulo viu a justiça penhorar parte do dinheiro da venda de Rodrigo Caio. O clube, que vendeu o jogador ao Valencia por R$ 43,7 milhões, terá de repassar R$ 3.119.479,69 à Prazan Comercial Ltda, que aparece como comissionada na assinatura de contrato.

Osvaldo, porém, não vê a decisão da justiça como penhora. “É um acordo que o São Paulo fez entre as partes para efetuar o pagamento. Tem de pagar, é decisão judicial. Não houve bloqueio, houve acordo. O clube poderia sofrer bloqueio de conta corrente. Houve um acordo. A outra parte concordou em pagar esse valor no ato do recebimento do Rodrigo Caio”, disse o dirigente.

Jorginho Paulista foi contratado no fim da gestão do ex-presidente Paulo Amaral, mas o contrato referente à comissão não paga é datado de 11 de julho de 2002, já na gestão de Marcelo Portugal Gouvêa.

O documento é assinado pelo ex-diretor de futebol e hoje presidente do conselho deliberativo, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco. Na época, a comissão que deveria ser repassada à Prazan, que prestou assessoria jurídica a Jorginho na intermediação do negócio, era de R$ 732 mil.

O São Paulo deve hoje dois meses de direitos de imagem a alguns jogadores do plantel. Osvaldo disse que os valores serão acertados quando um verba extraordinária entrar no caixa são-paulino. Segundo ele, a valor da venda de Rodrigo Caio só entrará nos cofres daqui a 20 dias.

 

Fonte: Uol

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