Prejuízo político x libertação: o que SP enfrenta se romper com organizadas

Pressionado após as cenas de guerra na saída do Morumbi na quarta-feira, o presidente do São Paulo, Carlos Augusto de Barros e Silva, deve decidir nos próximos dias se mantém ou corta o apoio financeiro às torcidas organizadas. A definição pode trazer várias consequências para o futuro do clube e do próprio mandatário.

Dentre os quatro grandes paulistas, o Palmeiras foi o único a romper com as organizadas, em 2013. Do lado são-paulino, Leco admitiu o apoio, tanto financeiro como na forma de ingressos, em entrevista à Folha de S. Paulo em janeiro deste ano.

Ruptura pode atrapalhar pretensões políticas

Nos últimos anos, as organizadas, particularmente a Torcida Tricolor Independente, têm sido uma base de apoio para presidentes e outros postulantes ao poder político dentro do São Paulo. Desde a gestão de Juvenal Juvêncio até a de Leco, as torcidas servem como termômetro e instrumento das movimentações políticas do clube.

Em 2013, em um churrasco organizado pela diretoria, membros da Independente tiveram acesso livre às dependências do clube social do São Paulo. Durante o evento, defenderam de forma agressiva o então presidente Juvenal, entrando em conflito e ameaçando de agressão associados que faziam oposição ao mandatário, segundo presentes.

Na gestão do sucessor Carlos Miguel Aidar, a relação continuou – em 2015, Aidar, diante das câmeras da imprensa, atendeu a um telefonema de um dos líderes da Independente no CT da Barra Funda e confirmou que financiaria 50 ônibus para a organizada. O ex-presidente também participou de desfile de carnaval da torcida. Ao longo da gestão, a torcida se manifestou contra o treinador Muricy Ramalho dois meses antes de sua demissão, além de bradar críticas à diretoria de futebol e a alguns jogadores, mas não diretamente a Aidar, que acabou renunciando.

As organizadas voltaram a ser parte do jogo político do Morumbi neste ano. Opositor de Aidar, empresário Abílio Diniz apoiou a candidatura de Leco, mas rompeu com o atual presidente após divergências. Ao UOL Esporte, Diniz admitiu ter realizado doação financeira para a Independente no carnaval.

A organizada nega qualquer influência de Diniz, mas passou a defender pautas em comum com o empresário. Apoiou seu amigo Milton Cruz antes de sua demissão, e pediu sua volta após.

Pressionou muito o gerente de futebol Gustavo Vieira de Oliveira, que, para Abílio, “entende pouco de futebol e nada de liderança e gestão”. No dia 28 de fevereiro, a Independente escreveu em sua conta no Twitter: “Abilio Diniz, presidente moral do São Paulo”.

Leco tem mandato até abril de 2017, e pretende se candidatar à reeleição. A ruptura com as organizadas nesse momento tira do presidente uma potencial base de apoio, e pode abrir caminho para pressão da torcida contra sua gestão antes, durante e depois das partidas, idas ao centro de treinamento e apoio a eventuais opositores.

Exemplo que deu certo vem do rival

O Palmeiras rompeu com as organizadas em março 2013, após agressões ao elenco que retornava de uma derrota de 1 a 0 para o Tigre em Buenos Aires. O episódio foi o estopim de uma relação que já vinha se deteriorando, e teve as organizadas destruindo uma sede do Avanti, programa de sócio-torcedor alviverde.

Nos meses que se seguiram à ruptura, o presidente Paulo Nobre precisou reforçar sua segurança pessoal, andando com carro blindado e quatro seguranças. Para o clube, entretanto, a iniciativa serviu como libertação e não trouxe prejuízos.

Sem vínculo com as organizadas, o Palmeiras voltou todas as suas atenções para o Avanti. Nos três anos seguintes, o programa foi o de maior crescimento no Brasil, indo de pouco mais de 7 mil associados para 126 mil.

A presença reduzida das organizadas no estádio também diminuiu o impacto de seus protestos no ambiente político do alviverde. Até hoje, três anos após as rupturas, as torcidas frequentemente protestam contra Nobre, mas não desestabilizam a gestão do presidente.

Sem depender das organizadas, o Palmeiras detém há dois anos a segunda melhor média de público e receita de bilheteria no país.

 

Fonte: Uol

 

Nota do PP: é incrível que o bom exemplo tenha que vir do “Guarani da Capital”. Aliás, ultimamente, temos sido exemplo de má administração, enquanto nossos dois rivais da Capital exemplos do bem.

7 comentários em “Prejuízo político x libertação: o que SP enfrenta se romper com organizadas

  1. O Marco colocou que fora dados a torcida independente 18.000 ingressos.
    Alguem pode me informar desses 18.000 quantos são socios ou socios torcedores do São Paulo FC?
    Na verdade só dão prejuizo ao clube, os socios e socios torcedores, são realmente quem ajuda o clube, Leco acho melhor vc ficar do lado dos socios, rompe com as uniformizadas ou vc prefere acabar com os socios torcedores.

  2. tudo bandido igual, bandido kartola e bandido privilegiado enquanto os verdadeiros levama pau
    Esse e nosso paiz kkkkkkkk
    18 000 uma vergonha parei
    vao todos a pqp
    nao adianta

  3. Alguem q entenda mais q eu faca um abaixo assinado e o coloque na internet
    vamos pressionar a diretoria, ??? porq manter esses bandidos do nosso lado ????

    Você assinou, agora ajude a chegar a 25.000 assinaturas – Assine para que nosso SAOPAULOFC Se desvincule das organizadas se nao sair vamos os q assinarem cancelar nosso ST, de qqr forma vou cancelar o meu, ja tentei e nao consegui, agora irei a justica.
    x

  4. Se não romper com esses assassinos todas dependentes & dragonetes vamos ST romper nos com o TRIMUNDIAL temos o poder nas maos maior q a direção do clube.

  5. Leco, o que sera daqui para frente
    #Leco covarde ou #apoiado, resolva, rompa definitivamente com esses marginais ou perdera a maioria dos socios torcedores e os torcedores de bem do SP e morra com esses marginais

  6. Essa é a hora do leco mostrar que não é um covarde e ganhar nosso respeito de uma vez por todas .
    Ó São Paulo é muito maior que essa torcida de marginais que não tem capacidade de vencer na vida e correr atrás como todo brasileiro de bem faz
    E tenta minimizar sua frustração lesando a população através do futebol e usando nosso querido tricolor para isso
    Leco nos sócios torcedores aqueles que amam o dia Paulo e o tem com amor e como uma diversão e não como uma desculpa para cometer crimes absurdos, estamos com vc
    Já que eles mesmos se intitulam independente então que sejam

  7. É incrível um presidente de um clube como o São Paulo fica nas mãos de um bando de vagabundos. E esses bandidos com o uniformes da independente, que independente não tem nada, conseguiram 18 mil ingressos para a semifinal de quarta-feira da diretoria tricolor. Uma vergonha, pois esses ingressos que foram doados para esses bandidos poderiam ser vendidos para verdadeiros torcedores do tricolor. Obs:. esses foram somente para a independente.

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