Pequenos da Série A que estão fora do C13 esperam racha para ganhar mais dinheiro

América-MG, Atlético-GO, Avaí, Ceará e Figueirense estão acompanhando a situação política do Clube dos 13 de camarote. Alijados da entidade, os pequenos da Série A esperam que o racha eleve a posição e a verba a ser recebida das equipes que hoje ganham pouco mais da metade de afiliados que estão em divisões inferiores.

“Quando surge esse racha, abrem-se para nós dois cenários. O primeiro é que o C13 deve se reforçar com novos afiliados. E o outro é que os dissidentes queiram uma nova liga e queiram os clubes que não pertencem ao C13. Esperamos ser chamados de um lado ou de outro”, disse Valdivino José de Oliveira, presidente do Atlético-GO.

Os clubes estão tão interessados no desenrolar dos fatos que já conversaram entre si e não descartam uma ação conjunta. Atualmente, todos eles ganham ao todo de R$ 4 milhões a R$ 6 milhões em todos os contratos relativos a transmissão, enquanto o grupo mais fraco entre os membros do C13 ganha R$ 9 milhões anuais só com TV aberta.

A estrutura atual da entidade é dividida em cinco blocos. No primeiro estão Corinthians, Flamengo, Vasco, Palmeiras e São Paulo, com o Santos isolado no segundo. Fluminense, Botafogo, Cruzeiro, Atlético-MG, Grêmio e Inter estão no terceiro. O Bahia vem logo atrás, também separado dos demais, enquanto o último bloco é composto por Vitória, Sport, Goiás, Guarani, Portuguesa, Atlético-PR e Coritiba.

O América-MG vai até mais adiante. O clube mineiro não descarta nenhuma alternativa e até já conversou sobre o assunto com alguns pares.

“O América tem sido muito bem aceito nesses contatos informais que tem feito [com os grandes]. O que também não impede que estejamos juntos [dos aliados do C13]. O América-MG está entrando sem preferência por esse ou aquele no processo”, disse Olímpio Naves, conselheiro e diretor de marketing do clube.

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