Pato não foge de críticas e tenta mudar perfil dentro e fora de campo

Alexandre Pato foi escalado como titular no empate do São Paulo com o Criciúma, por 1 a 1, sábado, fez jogadas brilhantes, criou oportunidades para o time, mas perdeu gols que não poderia perder. Foi o melhor em campo, até na visão do técnico Muricy Ramalho. Mas mesmo assim teve que conviver com críticas de parte da torcida, que gritou o nome de Luis Fabiano em momentos de erros do ex-atacante do Corinthians. Mas Pato mostra que isso não o atinge, e tenta mudar a própria atitude dentro e fora de campo.

O São Paulo atacava no primeiro tempo quando Pato dominou na área, fintou um defensor e perdeu a bola. Imediatamente, saiu correndo atrás do adversário que tinha a bola nos pés e aplicou um carrinho que o fez quase irreconhecível. Não era o Pato de outros jogos, ou aquele do fim da passagem pelo Corinthians. Desarmou o jogador do Criciúma e criou mais uma jogada, que quase acabou em gol de Alvaro Pereira.

O atacante se mostrou combativo durante todo o jogo, e deu pequenos indícios de que entendeu que as críticas da torcida e os recados de Muricy Ramalho – nas entrevistas e nos treinos – exigem dele mais claras demonstrações de empenho. Pato se movimentou muito durante o jogo e foi quem mais criou e finalizou jogadas. Apesar das críticas aos erros cara a cara com o goleiro Luiz, não houve quem apontasse falta de vontade. Pato tentou se desmarcar a todo instante. Ao contrário do que fez depois do jogo.

A entrevista coletiva de Muricy Ramalho começaria cerca de uma hora após o apito final quando Pato decidiu falar com a imprensa, no Morumbi. Algo incomum depois da saída dos atletas de campo, ainda mais raro quando se trata de um jogador mais badalado, desses que raramente concedem entrevistas. Ele havia tomado banho, trocado de roupa e estava deixando o estádio. Poderia deixar o local por uma saída sem passar pela imprensa, mas quis falar com os repórteres. Não entrou em polêmicas, não deu declarações bombásticas, mas foi para a entrevista sabendo que seria questionado sobre as críticas injustas da torcida.

E assim foi. Pato foi questionado se ficou incomodado com os gritos por Luis Fabiano, seu concorrente de posição que está lesionado e nem no Morumbi estava. E mostrou que não se deixa abalar por isso: “Me incomodou quando errei. A torcida tem direito de gritar o que quer. Tenho de fazer o máximo pelo time. Nos próximos vou tentar fazer o gol de novo”, disse. “Sou jogador, aceito todas as cobranças, até mesmo da torcida. A torcida que vou escutar é do treinador e do time”, completou.

E Pato falou com calma. Um dos assessores de imprensa falou: “essa é a última pergunta”, na tentativa de coordenar o fim da entrevista de Pato, a saída do atacante do estádio e o início da entrevista coletiva de Muricy, que começaria instantes depois. Não foi a última pergunta, e Pato não se incomodou em responder mais duas questões.

“Tentei muito, trabalhei muito, infelizmente a bola não entrou. Acho que hoje não era meu dia. Não foi como no outro jogo. Tentei de tudo o que é jeito e a bola não entrou. Ninguém fica feliz quando a bola não entra. Não vou parar de tentar. Agora é trabalhar e tentar ao máximo essa semana. Queria ficar no jogo, mas eu respeito a decisão do Muricy. Ele é o treinador. Tenho de trabalhar e aproveitar os momentos quando estou em campo”, falou.

Logo depois, Muricy o defenderia das críticas da torcida. O técnico mostrou que as demonstrações de empenho do atacante renderam algo, dentro ou fora de campo. Falou que Kaká jogará contra o Vitória, no próximo domingo, mas já adiantou que Pato reconquistou a vaga como titular.

 

Fonte: Uol

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