Oposição do São Paulo boicota reunião e barra contrato do novo Morumbi

O grupo de oposição do São Paulo, aliado ao candidato à presidência Kalil Rocha Abdalla, não compareceu à reunião do conselho deliberativo na qual seria votada a aprovação do contrato das obras de modernização do Morumbi, e barrou a votação. Como não houve quórum mínimo de 177 conselheiros (75% do conselho), a votação não foi aberta. Os oposicionistas foram ao salão nobre do Morumbi, mas ficaram do lado de fora e não entraram na reunião.

Cerca de 60 aliados à oposição ficaram do lado de fora do salão nobre. O candidato Kalil Rocha Abdalla conversou com membros da diretoria e pediu para que seja marcada uma reunião explicativa antes da votação.

A primeira chamada do conselho contou com apenas 125 conselheiros. Sem a votação, a diretoria do São Paulo teme que a aprovação na CVM (Comissão de Valores Mobiliários) atrase ainda mais. O projeto, anunciado no fim de 2011, não saiu do papel até hoje.

Os oposicionistas já ameaçavam o boicote e alegavam que não puderam ver detalhes do contrato antes de votar pela aprovação. A CVM não permite que o contrato completo seja aberto. A diretoria colocou à mostra apenas extratos do contrato, além do parecer de dois escritórios de advocacia, e se colocou à disposição para responder todas as perguntas,conforme disse o assessor da presidência e responsável pelo assunto, José Francisco Manssur, ao blogueiro Vitor Birner.

Agora os oposicionistas pedem para que seja marcada uma reunião explicativa, apresentando-se os extratos do contrato, antes da votação. Os aliados de Abdalla e do ex-superintendente de futebol Marco Aurélio Cunha não querem votar no mesmo dia em que serão apresentados ao projeto.

A CVM confirma, por meio de sua assessoria de imprensa, que o modelo de contrato que envolve a criação de um fundo de investimentos não pode ser completamente exposto antes da aprovação, sob o risco de que o mercado possa ser influenciado pelas informações.
No fim de novembro o São Paulo firmou contrato com a Andrade Gutierrez, construtora, e com outros parceiros. A XYZ Live, que vai operar a arena de shows no novo projeto, a Lacan Investimentos, que servirá como fundo, e a Multipark, responsável pelos estacionamentos, entraram no acordo. O projeto será financiado pelo BTG Pactual. O projeto será bancado por meio de investidores, que poderão explorar arena e estacionamentos durante 20 anos.
Quando lançado, no fim de 2011, o projeto tinha custo estimado em R$ 300 milhões quando anunciado, no fim de 2011, e hoje prevê gastos de R$ 408 milhões – a Andrade Gutierrez pediu ao São Paulo a captação de R$ 450 milhões, valor em que a obra esta contingenciada.

3 comentários em “Oposição do São Paulo boicota reunião e barra contrato do novo Morumbi

  1. A oposição está certa, como uma cobertura pode custar R$ 408 milhões, isto é uma vergonha.
    Espero que a oposição ganhe a eleição de abril, pois esta administração acabou com o time.

  2. Queremos jogador, ou melhor queremos bons jogadores.
    Mandaram o lucio bmw embora, mandem por favor tambem
    esse nove pipokkkero.
    Essa historia de cobertura do Morumbi, ja deu.
    E a mesma da contratacao do Vargas e outros,
    bandos de mentirosos.
    Se cuidem que o stjd ainda os mandara para a segundona.
    Tudo pode acontecer naquele antro.

  3. Isso é uma VERGONHA, diretoria incompetente que não contrata nenhum reforço para o time, e agora vem a oposição e barra a modernização do Morumbi, assim o São Paulo F.C. vai de mau a pior. Que saudades dos bons tempos em que o São Paulo era o Gigante São Paulo e agora situação e oposição estão juntas cavando a sepultura desse Boeing como diz o professor Muricy, Lamentavel

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