Muricy não está garantido como diz Aidar. Desempenho pós-Copa incomoda

O presidente Carlos Miguel Aidar reafirmou na quinta-feira: “Não mudei minha opinião. Não se trata de desprestigiar o Muricy. Ele será o treinador enquanto quiser e enquanto eu for o presidente”. As palavras estiveram presentes no discurso de sua posse, em abril. Agora, se repetem em momento em que o time, mais caro e badalado do que antes, tem desempenho muito pior do que o esperado. Aliados de Aidar no comando do clube, no entanto, afirmam que as palavras de agora são simbólicas. Não há intenção de demitir Muricy, mas o técnico não está garantido e com segurança para fracassar sem temer a ruptura do contrato.

Na manhã de sexta-feira, o vice-presidente de futebol Ataíde Gil Guerreiro convocou uma reunião com elenco e comissão técnica no CT da Barra Funda, internamente. Tentou demonstrar tom positivo: o clássico contra o Palmeiras tem de ser ponto de partida para o início de uma campanha que tem de acabar na briga pelo topo da tabela de classificação do Brasileirão.

O que motivou a cobrança da diretoria foi, obviamente, a eliminação na Copa do Brasil. O São Paulo havia vencido o Bragantino fora de casa por 1 a 0 e tinha nas mãos a classificação às oitavas de final. Uma atuação horrorosa no Morumbi, no entanto, resultou em derrota por 3 a 1 e eliminação – a terceira de Muricy em torneios de mata-mata desde seu retorno: Ponte Preta, na semifinal da Sul-Americana de 2013, e Penapolense, nas quartas do Paulistão de 2014, já haviam acontecido. Mas a queda foi como a gota d’água. O que incomoda há mais tempo é o rendimento da equipe no período após a Copa do Mundo e a sensação de que a intertemporada, com viagem e preparação nos Estados Unidos, não foi devidamente aproveitada.

Na reestreia após a Copa, o São Paulo venceu o Bahiajogando bem e deu indícios de que poderia ser um time completamente diferente no segundo semestre. Na sequência, foi derrotado por Chapecoense – no Morumbi – e Goiás, empatou com o Criciúma e superou Bragantino e Vitória sem grandes atuações táticas e ainda apresentando falhas. A impressão da diretoria é que não houve preparo de equipe durante a pausa – fazem a ressalva, porém, que Kaká foi contratado após a intertemporada e não participou dos treinos durante a Copa.

Muricy Ramalho ainda é, para a diretoria do São Paulo, o melhor técnico brasileiro. Dirigentes afirmam que não cogitam a demissão porque acreditam que ele seja o melhor no país e de sua nacionalidade, e que apesar de existirem técnicos estrangeiros que demonstram mais preparo, seria um entrave inserir um técnico vindo de outro país durante a temporada. A adaptação poderia ser lenta e a equipe poderia sofrer as consequências negativas. Muricy tem contrato até o fim de 2015, não cairá agora, mas estará sob risco no fim do ano caso não recupere o caríssimo time que a diretoria de Carlos Miguel Aidar montou.

 

Fonte: Uol

3 comentários em “Muricy não está garantido como diz Aidar. Desempenho pós-Copa incomoda

  1. E a temporada de treinamento nos EUA?
    “Cantei a bola” aqui neste espaço, antes da viagem, que eu temia que o time voltasse pior e exemplifiquei que todas as vezes que o Murici teve tempo para treinar o time, este voltou pior. Bingo! Até a diretoria, agora, parece que começou a enxergar.
    E olha que o professor não deixou a meninada fazer passeios na Disney!

  2. Aidar está perdidaço. Na imprensa só fala besteira e no campo….nem precisa falar.

    Só saiu candidato a presidente por vaidade porque fazer algo pelo SPFC até agora, nada.

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