Muricy muda teoria e pede atitude: ‘Chega de reunião. Temos de ganhar’

Depois de vencer a Ponte Preta por 1 a 0 (assista aos melhores momentos no vídeo), o São Paulo terá no domingo outro confronto direto para tentar fugir da zona do rebaixamento. O Tricolor enfrenta o Vasco, às 16h, em São Januário. Uma vitória pode tirar o time do grupo dos quatro piores do Campeonato Brasileiro. Para o técnico Muricy Ramalho, o fôlego só virá com triunfos também como visitantes. E cobra rapidez nisso.

– Ganhar só em casa não dá. Perdemos muito em casa. Agora temos de ganhar fora. Temos de ir para o Rio tentar a vitória. Não adianta ir com cautela. Precisamos estar mais organizados, ainda estamos pecando nisso – afirmou.

O treinador destaca a necessidade de uma sequência de bons resultados logo no início do segundo turno para diminuir a pressão sobre o time. Após o duelo contra o Vasco, 14º com 24 pontos, o Tricolor, 18º com 21, recebe o Atlético-MG, décimo com 25, no Morumbi.

Muricy Ramalho São Paulo e Ponte Preta (Foto: Marcos Ribolli)Muricy quer nova vitória domingo para ver o São Paulo começar a respirar aliviado (Foto: Marcos Ribolli)

Para que isso aconteça, o comandante muda até uma de suas teorias do futebol. Segundo ele, os técnicos possuem apenas 25% de mérito na conquista de títulos ou de bons resultados. No entanto, desta vez, acredita que a parcela precisa ser maior para impedir que o São Paulo caia para a Série B pela primeira vez.

– Estamos com dificuldades, e o técnico precisa se meter, orientar, usar o lado psicológico. Por isso, aumenta esse percentual. Mas quem decide é o jogador. Eu falei com os jogadores: saiu o Autuori e, se vocês não quiserem nada, pode vir Deus aqui que não vai acontecer nada. Chega de reunião. Muita reunião é muleta. Temos de ganhar – ressaltou o técnico, que conversou com elenco na terça-feira, mesmo dia em que o goleiro e capitão Rogério Ceni comandou um papo somente entre os atletas.

Apesar da necessidade de uma reação imediata, o técnico tenta impedir que os jogadores percam o controle emocional.

– Dei esse exemplo para os jogadores. Gosto muito de basquete. Às vezes, se um time toma 20 pontos de diferença, não pode tirar em uma cesta só. Se ficarmos nessa loucura, não vamos tirar. Temos um campeonato à parte e vamos brigar. Olhar muita conta é difícil. Contra a Ponte foi uma decisão. No domingo vem outra.

 

Fonte: Globo Esporte

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