Milton lembra recusa à Seleção e espera reconhecimento de Aidar

Pouco antes da partida desta quarta-feira contra a Portuguesa, o presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, levantou a hipótese de efetivar o interino Milton Cruz no comando da equipe caso não encontre o substituto ideal para Muricy Ramalho. O coordenador diz acreditar nos dirigentes, mas não deixou de lembrar publicamente o que já fez pelo clube, tanto como jogador quanto como funcionário.

“Tenho história no clube. Fui quatro vezes campeão brasileiro (uma delas como atacante), campeão da Libertadores, do mundo, revelei jogadores. Dei retorno ao clube. Esse é meu cartão de visita. Todos me conhecem, sabem da minha índole. Vai depender deles”, falou, ao final da vitória por 3 a 0, no Morumbi. Na mesma entrevista, pediu reconhecimento ao citar o convite recebido – e recusado – em 2014 para ser auxiliar técnico de Dunga na Seleção.

“Morei aqui debaixo da arquibancada (do Morumbi). Fui criado aqui. Tenho 21 anos de funcionário mais sete de jogador. Dei retorno, fui vendido para os Estados Unidos. Então, tenho meu valor. Sempre fui reconhecido, não vai ser agora que vão deixar de reconhecer. Seria uma coisa que não me passa nem pela cabeça. Sou referência para outros clubes. Já tive convite de clubes para fazer essa função, mas sou feliz no São Paulo. Já tive oportunidade de ir para a Seleção (Brasileira) e não fui”, comentou.

Desde que Aidar assumiu o comando do clube, no ano passado, Milton Cruz convive com a ameaça de demissão, embora o mandatário negue. Nesta quarta-feira, os dois conversaram no CT da Barra Funda, antes de seguirem juntos com a delegação para o Morumbi. O interino recebeu apoio para dirigir o time enquanto não há um substituto para o lugar de Muricy, que saiu na segunda-feira para cuidar da saúde.

Fernando Dantas/Gazeta Press

Milton Cruz recordou sua história no clube do Morumbi ao analisar a possibilidade de ser efetivado

“Ele chegou falando que estava torcendo para que eu conseguisse as vitórias, para me efetivar no cargo. Acho isso legal. Estou à disposição, sou funcionário do clube. Sempre que precisaram de mim, dei meu melhor. Quero fazer meu melhor para eles resolverem. Se eles quiserem que eu permaneça, pode ser. Senão vamos acatar a decisão de permanecer ou não”, contou.

São ao menos três os alvos da diretoria para ocupar a vaga aberta com a saída de Muricy: Abel Braga, Vanderlei Luxemburgo e o argentino Alejandro Sabella. Apesar de Aidar cogitar a possibilidade de efetivar Milton, o treinador que chegar terá liberdade para escolher se quer ou não ter a companhia de Milton na comissão. Risco com o qual o coordenador técnico garante não se preocupar.

“Se tiver que sair, vou me preparar, fazer estágio na Europa. Tenho vários amigos, não só na Europa, como na Argentina, no Uruguai. Por enquanto, meu pensamento é só no São Paulo. Não penso em sair de jeito nenhum. Pelo que eu já fiz pelo clube, eles vão reconhecer também”, concluiu, antes de deixar a sala de imprensa. E voltar minutos depois para dedicar o resultado ao antigo treinador, o qual considera como irmão. “Foi uma vitória para o Muricy”, avisou.

Encerrada a primeira fase do Campeonato Paulista, o São Paulo agora terá pela frente o Red Bull, nas quartas de final, em data que será confirmada em reunião na manhã desta quinta-feira, na sede da Federação Paulista de Futebol. O mais provável é que o confronto seja disputado no sábado à tarde, no Morumbi.

 

Fonte: Gazeta Esportiva

2 comentários em “Milton lembra recusa à Seleção e espera reconhecimento de Aidar

  1. Esse Carlos Miguel Aidar é o maior “raposão”! A quem ele espera enganar com esse papo de efetivar o MC?
    Me engana que eu gosto…

    • Com Aidar no comando não vamos longe, o cara é maquiavélico . Não toma uma medida administrativa que dê certo , é só merda. Basta ver que foi levado ao cargo pelo Juvenal. O Murici segurava a fera, lidou até que queimou o técnico, agora quer Luxa, fácil saber o motivo.

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