Lúcio desafia sina de zagueiros que fracassaram no retorno ao Brasil

Roque Júnior, Edmílson, Juan e Antônio Carlos são nomes constantemente lembrados como zagueiros que tiveram sucesso no futebol brasileiro. Os quatro, no entanto, podem servir de exemplos a não serem seguidos por Lúcio, outro consagrado atleta da posição recém-contratado pelo São Paulo.

Em meio ao retorno de vários jogadores ao futebol brasileiro após sucesso na Europa, o novo são-paulino precisa lutar contra um problema que parece atingir especificamente seus colegas de posição: a má fase após voltar ao país.

Roque Júnior, por exemplo, se destacou no Palmeiras até 2000, quando acabou negociado com o Milan. Em 2002, esteve na seleção de Luiz Felipe Scolari campeã do mundo, e depois rodou por outros países do Velho Continente. Atuou no Leeds, da Inglaterra, no Siena, da Itália, no Bayer Leverkusen e no Duisburg, da Alemanha, e, depois, no Al-Rayyan, do Qatar. Foi quando resolveu voltar para o Palmeiras, na época comandado por Vanderlei Luxemburgo.

Em 2008, conseguiu jogar apenas sete partidas no time em que foi revelado, sofreu com lesões musculares e acabou deixando o clube por baixo. A sua passagem só não foi ainda mais criticada porque seu contrato contava com cláusula de produtividade.

Edmílson foi outro que tentou a sorte no Palmeiras após deixar a Europa. O zagueiro-volante estourou atuando no São Paulo e rodou por Lyon, da França, Barcelona e Villarreal, da Espanha, e voltou para o Brasil para atuar no Palestra Itália, também com Vanderlei Luxemburgo. Antes, ele também esteve na seleção de Felipão.

Ele teve um bom início, mas acabou deixando o Palestra Itália em meio a críticas por falta de salário em dia e também contra a violência de São Paulo. Em 35 jogos, ele não conseguiu ficar marcado na história palmeirense e voltou a tentar a sorte na Europa, no Real Zaragoza, da Espanha. Lá, também não foi bem, e resolveu voltar para o Ceará, onde também teve um desempenho ruim.

Juan é outro caso enigmático. Depois de atuar em Copa do Mundo com a seleção brasileira e se destacar no Bayer Leverkusen e na Roma, o zagueiro voltou ao Brasil para atuar pelo Internacional, o que deixou os flamenguistas, que ansiavam pela sua volta, tristes. No fim, a raiva virou alívio, já que o atleta, que veio a peso de ouro, não conseguiu atuar nem por dez vezes e frequentou mais o departamento médico do que os campos.

Antônio Carlos também não conseguiu sucesso após boas temporadas na Europa. Para piorar, durante sua passagem no Juventude, o ex-palmeirense e são-paulino se envolveu até em caso de racismo. No Santos, ele também não foi bem. Nem mesmo sua carreira como técnico decolou.

Lúcio, por sua vez, foi revelado no Internacional e ganhou destaque mundial atuando no Bayer Leverkusen, no Bayern de Munique e na Internazionale de Milão. Na Juventus, não conseguiu desenvolver seu bom futebol que o fez campeão da Copa do Mundo com a seleção brasileira de 2002. Resta agora aguardar como será construída sua história no São Paulo.

Sem entrar no mérito da posição, Lúcio vê como normal essa onda de atletas repatriados. “É natural alguns jogadores voltarem, especialmente neste momento em que o futebol brasileiro está num crescimento grande, quando os olhos do mundo se voltam para cá por causa da Copa das Confederações, da Copa do Mundo e das Olimpíadas. O esporte, em si, tem um crescimento muito grande, ao contrário de países da Europa que estão em crise. Isso valoriza muito nosso futebol”, analisou o jogador.

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