Lucas ignora venda recorde e se diz em dívida com o São Paulo

Vendido por € 43 milhões (R$ 108,34 milhões) ao Paris Saint-Germain, da França, o meia-atacante Lucas, do São Paulo, representa a negociação mais cara da história do futebol brasileiro. Integrado ao elenco profissional do Tricolor no início de 2010, o jogador precisou de menos de três anos para “engordar” os cofres do clube. Mesmo com as impressionantes cifras, Lucas afirmou que ainda se sente em dívida com a torcida. A solução? Conquistar um título até sua saída, em dezembro deste ano.

– Sempre falei que queria sair deixando um título ou, no mínimo, uma vaga na Libertadores. É disso que vou correr atrás, para sair mais contente e satisfeito. Um título vale mais que qualquer dinheiro. Meu objetivo é esse e vou lutar até o final com os meus companheiros, porque não há dinheiro que pague uma conquista – disse, ao desembarcar em São Paulo na madrugada desta sexta-feira, após a disputa das Olimpíadas de Londres e do amistoso contra a Suécia, pela seleção brasileira.

Embora tenha conquistado diversos títulos na base são-paulina, sendo o principal deles a Copa São Paulo de Juniores de 2010, Lucas não teve oportunidade de levantar uma taça como jogador profissional do clube. Até sua saída para o futebol francês, o meia disputará dois torneios: o Campeonato Brasileiro e a Copa Sul-Americana. No primeiro, a equipe é oitava colocada e vem de uma série de três derrotas consecutivas. No segundo, tem a classificação para a próxima fase bem encaminhada, após vitória fora de casa sobre o Bahia.

A situação do Tricolor no retorno de um dos seus principais jogadores na temporada não é das melhores. Derrotado por 3 a 0 pelo Náutico, o time comandado por Ney Franco se vê pressionado para as próximas duas partidas no Brasileirão, contra Ponte Preta (sábado, às 21h) e Corinthians (no domingo seguinte, dia 26). Pronto para mais desafios, o jogador tratou de descartar qualquer rótulo de “salvador” da equipe.

– O futebol é um esporte coletivo. Não sou herói, não sou salvador da pátria, mas posso garantir que vou entrar em campo e correr tudo o que eu puder para ajudar meus companheiros a conquistar os resultados – resumiu.

O alto valor pago pelo PSG em sua transação representa, na visão de Lucas, um fator que amplia sua responsabilidade no time europeu. Ciente de que precisará se adaptar a um novo estilo de jogo, o meia admitiu a euforia de conhecer o novo clube e já previu possíveis represálias da torcida são-paulina caso não renda o esperado até sua saída do Morumbi.

– Vou ter de mostrar que eu realmente merecia esse valor recorde. Bate uma ansiedade de chegar logo (ao Paris Saint-Germain), conhecer os novos companheiros e ver o clima. Mas ainda vou arrumar as coisas. Eu sempre quis deixar um título no São Paulo. O torcedor pode querer me xingar caso as vitórias não venham, mas é normal. Tenho de conviver com isso. Vou honrar a camisa até o último minuto – assegurou.

Em janeiro de 2013, Lucas se juntará aos compatriotas Thiago Silva, Alex, Maxwell, Nenê e Thiago Motta, além do sueco Zlatan Ibrahimovic e dos argentinos Javier Pastore e Ezequiel Lavezzi. Comandado pelo ex-são-paulino Leonardo, o PSG construiu uma das equipes mais caras da Europa sustentando-se nos investimentos do empresário qatari Nasser Al-Khelaifi.

Fonte: Globo Esporte

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