Lucas diz que não se vê atuando por rivais do São Paulo

No dia 29 de dezembro, o meia-atacante Lucas deixará o Brasil para se apresentar ao Paris Saint-Germain, da França, clube que defenderá a partir de 2013. Com o coração apertado, como ele mesmo cansou de dizer em recentes entrevistas, o jogador se despediu do São Paulo no último dia 12 com o título da Copa Sul-Americana, o único em sua trajetória no profissional do clube.

Pelos laços criados com a equipe do Morumbi, que o acolheu ainda adolescente e o revelou para o mundo com um futuro bastante promissor, o camisa 7, destaque do time na temporada, ainda nem foi, mas já fala até mesmo sobre um dia voltar ao Brasil. E para a alegria do torcedor, o craque garante: a prioridade futura será, claro, do São Paulo.

“É difícill falar, nunca se sabe o dia de amanhã. Mas sinceramente, pelo que sinto no coração, hoje eu não me vejo jogando por um clube no Brasil que não seja o São Paulo. Eu tenho um carinho enorme pelo clube, amo muito lá, pois eles acreditaram no meu trabalho, no meu potencial. Vou levar o São Paulo para sempre no coração por tudo que recebi. Um dia, quando voltar, vou pensar no São Paulo primeiro com certeza”, afirmou.

Na França, o jogador sabe que não terá tantos fãs quanto possui no Brasil, onde, frequentemente, as ‘Luquetes’ se aglomeravam na porta do CT da Barra Funda com presentes, faixas e cartazes em homenagem a ele. Além das fãs, outra coisa que Lucas sentirá falta na Europa são as mulheres brasileiras. Mas ele garante que vai de coração aberto e não descarta um romance com uma francesa.

Confira abaixo os principais trechos da entrevista:

UOL Esporte: Agora, enfim, chegou a hora de partir. Foram algumas semanas falando na despedida, na sua hora de ir. Como você está?
Lucas: Não gosto dessa palavra despedida, acho que é muito forte. Prefiro dizer que é uma homenagem, um até logo. E estou na expectativa para chegar na França, me juntar aos companheiros, ver como é a vida na Europa, disputar os melhores campeonatos do mundo. Estou na expectativa e com o coração apertado. Vou sentir muita falta daqui, mas vou feliz por saber que é um passo a mais na minha carreira.

UOL Esporte: Do que você vai sentir mais falta na França em relação ao Brasil?
Lucas: Vou sentir falta de tudo, dos meus amigos. A família vai comigo, mas vou sentir falta de parentes, tios, primos. E claro de jogar no São Paulo, entrar no Morumbi e ver o estádio lotado gritando o meu nome. Do ambiente de trabalho, do dia-a-dia. Tudo vai me fazer falta.

UOL Esporte: E das suas fãs, vai sentir falta também?
Lucas: [Risos] Sem dúvida. Elas foram em peso no CT, com faixas, cartazes, presentes, choraram bastante. Atendi a todas numa boa, tirei muitas fotos. Retribuo o carinho assim, escrevo bastante para elas no Twitter. Vou levar no meu coração também. Elas falaram que vão no aeroporto no dia que eu embarcar. Quero ver se vão mesmo.

UOL Esporte: E já tem se informado sobre as mulheres francesas?
Lucas: Me falaram que elas são muito bonitas, muito chiques, se vestem bem. Mas como as brasileiras não existem. Mas é claro que se alguma mexer comigo, com o meu coração, vou arriscar. Não tem problema ser francesa. O importante é ser verdadeira, gostar de mim de verdade.

UOL Esporte: O que você já sabe do PSG? Estava acompanhando a situação do time nos torneios? Tem falado com os brasileiros de lá?
Lucas: Não estava acompanhando nada, mas agora estou por dentro. Tenho que começar a ver tudo direito para não chegar lá sem saber de nada. Conversei já com o Thiago Silva na seleção, trocamos algumas mensagens. Procuro saber as coisas de lá, lugares bons para morar, a comida, a língua, para não chegar lá totalmente em branco.

UOL Esporte: Você sente algum medo nesta ida para a França? De não se adaptar, de sentir falta do Brasil, etc…?
Lucas: Eu nao tenho medo nenhum. Minha vida é feita de desafios, passei muitos obstáculos pra chegar aqui. Vou lutar, batalhar, respeitar o próximo. Com a família do lado eu vou enfrentar os desafios sempre. Lá as pessoas me conhecem pouco, vou ter que conquistar meu espaço como fiz no São Paulo, convencer a todos com o meu futebol.

UOL Esporte: Qual o momento mais marcante seu no São Paulo?
Lucas: Sem dúvida o momento que subi no pilar, que o Rogério Ceni me passou a faixa de capitão e eu levantei a taça [de campeão da Sul-Americana]. Vai ficar guardado na minha memória para o resto da vida. O momento mais especial, marcante, e jamais vou esquecer. Foi uma felicidade enorme cumprir essa missão de estar ali e sair com o título. O titulo é um peso que sai das costas. Queria sair com esse sentimento de dever cumprido, com esse título alcançado, um presente para torcida e diretoria, e graças a Deus consegui e vou embora mais aliviado.

UOL Esporte: No futuro, certamente as especulações sobre a volta de Lucas ao Brasil irão ocorrer. Você voltaria ao país para atuar no Corinthians, Santos ou Palmeiras, maiores rivais do São Paulo?
Lucas: É difícil falar, nunca se sabe o dia de amanhã. Mas sinceramente, pelo que sinto no coração, hoje eu não me vejo jogando por um clube no Brasil que não seja o São Paulo. Eu tenho um carinho enorme pelo clube, amo muito lá, pois eles acreditaram no meu trabalho, no meu potencial. Vou levar o São Paulo para sempre no coração por tudo que recebi. Um dia, quando voltar, vou pensar no São Paulo primeiro com certeza.

UOL Esporte: O que pensa em relação ao seu futuro na seleção? Por que você acha que tinha poucas oportunidades com o Mano?
Lucas: Depende do meu trabalho, vou procurar meu espaço na seleção como vinha fazendo. Cada treinador tem as suas preferências e eu vou procurar conquistar o Felipão com o meu futebol. A decisão era do Mano, eu tinha que respeitar a preferência dele e quem entrasse no meu lugar. Mas sei que toda vez que fui para a seleção eu me dediquei ao máximo. Se ele não me colocava eu tinha que respeitar. Mas só posso agradecer a ele por ter me convocado e desejar sorte a ele no futuro.

UOL Esporte: Falou com o Neymar sobre a sua transferência para a França?
Lucas: Eu nem falei com ele sobre isso direito. Ele só me desejou boa sorte lá e disse que vai estar torcendo pra mim. É um grande amigo, uma grande pessoa e a nossa amizade vai continuar.

Fonte: Uol

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