Juvenal revela mágoa com caso Oscar: “eu me senti absolutamente violentado”

O presidente do São Paulo, Juvenal Juvêncio, falou em entrevista ao programa Esporte Fantásticoda Record, que ainda está magoado com a forma como o meio-campista Oscar trocou o seu time pelo Internacional. “Eu me senti absolutamente violentado”, afirmou o dirigente.

Apesar da mágoa, o dirigente se mostrou satisfeito com o desfecho da transação. “A proposta de R$ 4,5 milhões que o Inter nos ofereceu conseguimos elevar para R$ 15 milhões. Resolveu o probema? Não, mas fizemos o possível”.

No início do ano, o São Paulo obteve uma liminar no TRT e tirou o jogador momentaneamente do Internacional. Em abril, a CBF ignorou o registro do atleta com o time paulista e reativou o vínculo do meia com o Internacional.

Um mês depois, no dia 8 de maio, novo episódio. Com vínculo empregatício com os dois times, o jogador não poderia atuar, já que o Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD) impede, de acordo com seus trâmites, essa ação. No entanto, em seguida a CBF autorizou seu retorno ao campo para jogar pelo Inter, após 47 dias. Os advogados de Oscar conseguiram um habeas corpus no Tribunal Superior de Brasília e então o atleta pôde atuar na final do Gauchão.

Mas o São Paulo insistiu nos processos contra o jogador e a aproximação do clube com o novo presidente da CBF, José Maria Marin, assustava os dirigentes colorados que ofereceram uma quantia de R$ 4,5 milhões para encerrar o imbróglio. A proposta não agradou aos são-paulinos que alegavam ter investido muito em Oscar para pouco retorno. Enfim, os clubes chegaram a um acordo no valor de R$ 15 milhões.

Juvenal também falou sobre outra mágoa tricolor, a perda da oportunidade de realizar a Copa de 2014 no Estádio do Morumbi, e tentou justificar o descontentamento com indiretas ao rival Corinthians. “Em determinado instante eu não queria mais a Copa, porque ela destrói seu estádio. Agora, vão construir um estádio aí na periferia, mas enquanto Piracicaba me dá R$ 300 mil, a Madonna me dá R$ 1,2 milhão, R$ 1,3 milhão”.

O presidente são-paulino aproveitou o assunto para alfinetar seu desafeto Ricardo Teixeira, zombando da queda do ex-presidente da CBF e exaltando o novo mandatário do futebol brasileiro, José Maria Marin. “O futebol é alegria e o Ricardo é antagônico à alegria, então agora ele já vendeu a fazenda, a vaca estrela dele, e o boi foi pro brejo. Quanto ao Marin, ele é uma pessoa do futebol, alegre e sério”.

Questionado sobre as especulações em volta de Kaká e do zagueiro Lúcio, Juvenal confirmou o interesse e as conversas, mas deixou claro a enorme dificuldade em contratá-los. “Sobre o Lúcio há uma tentativa, mas não está fácil. Ele está muito interessado em voltar, mas falar no momento é proibitivo. O Kaká tenho certeza que terá ofertas da Ásia maiores do que ele ganha hoje, e aí o nosso futebol não permite”.

O dirigente encerrou a entrevista deixando um recado para os torcedores são-paulinos, que já não suportam mais sua gestão e não pareceu nem um pouco incomodado com o fato. “É assim mesmo, tudo cansa na vida, mas tudo muda, na frente eles terão que agradecer”, finalizou Juvenal.

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