Juvenal planeja conversa com Amorim e fala em duplicar Taça das Bolinhas

A polêmica Taça das Bolinhas, entregue ao São Paulo e reivindicada pelo Flamengo, é um dos componentes da crise atravessada pelo Clube dos 13 nos últimos dias. Juvenal Juvêncio, presidente do time paulista, planeja conversar com a colega Patrícia Amorim e fala em duplicar o prêmio.

“Eu tenho uma posição conciliadora. Tem muitas emoções aí. Eu vou falar com a Patrícia. Tem umas pessoas da diretoria do Flamengo que são complicadas, de torcida organizada, mas ela é uma figura pura”, afirmou Juvenal na tarde desta quarta-feira, no escritório comercial do Clube dos 13, em São Paulo.

O cerne da polêmica em torno da Taça das Bolinhas é a Copa União de 1987. O Flamengo conquistou o Módulo Verde e o Sport, o Módulo Amarelo. A CBF reconhecia o time pernambucano como único campeão brasileiro da temporada até a última segunda-feira, quando resolveu incluir o Rubro-Negro.

Com o título de 1987 reconhecido, o Flamengo conquistou o penta brasileiro em 1992, já que também triunfou em 1980, 1982 e 1983. No começo da semana passada, no entanto, a Taça das Bolinhas foi entregue ao São Paulo, campeão em 1977, 1986, 1991, 2006, 2007 e 2008.

Juvenal admite a possibilidade de devolver o prêmio para atender a uma decisão da Justiça, mas já pensa em uma maneira de entrar em acordo com o Rubro-Negro. “Se for obrigado, eu devolvo, mas depois vou buscar de novo”, afirmou o dirigente tricolor, sorrindo. “Se ficarmos com a taça, eu faço duas (uma para o Flamengo)”, completou.

A polêmica em torno da Taça causou desconforto entre as duas agremiações. Atualmente, ambas estão em lados opostos no Clube dos 13. O São Paulo segue com a entidade e o Flamengo, forma o grupo dos dissidentes com Botafogo, Vasco, Fluminense e Corinthians.

“O campeonato (de 1987) foi organizado pelo Clube dos 13, o da CBF foi outra coisa. Como a CBF, que fez o campeonato A, quer dizer quem foi campeão do B?”, questionou Juvenal. No entanto, para Fábio Koff, presidente do Clube dos 13, o Flamengo deve receber a Taça das Bolinhas.

O mandatário do São Paulo evitou maiores críticas à CBF e foi espirituoso quando questionado se está próximo a Ricardo Teixeira, presidente da entidade. “Eu estou sempre próximo das pessoas, mas não tão próximo que não possa me distanciar”, afirmou.

Além de reafirmar sua intenção de participar das eleições presidências do São Paulo pela terceira vez consecutiva, Juvenal Juvênciou desdenhou do futuro estádio do Corinthians, escolhido para receber o jogo de abertura da Copa-2014 em detrimento do Morumbi.

“O metrô em Itaquera (bairro do estádio) está cheio. As pessoas fazem itinerário negativo para viajar sentadas. Demora um ano para conseguir as licenças ambientais. Tem a bacia hidrográfica, as desapropriações. A Copa das Confederações já é amanhã, não dá tempo. A nossa casa será o Morumbi”, apostou.

Da Gazeta Esportiva

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