Invicto no Morumbi, Denilson quer manter retrospecto contra o Sport

A convite da reportagem do LANCENET!, Denilson topou ir ao Morumbi na última terça-feira à tarde. Não é nenhuma novidade para o volante entrar no estádio. Mas desta vez chegou nele vazio, como conviveu entre os 13 e 15 anos, quando se preparava na base para chegar ao profissional. O camisa 15 morou em um alojamento, hoje desativado, já que os garotos trabalham e vivem em Cotia.

Na tarde deste domingo, com transmissão em tempo real pelo LANCENET!, Denilson volta para pegar o Sport após não participar da estreia da Copa Sul-Americana (vitória por 2 a 0 sobre o Bahia, fora de casa) por dores na coxa esquerda. Recuperado, retorna ao palco onde ainda não foi batido no Brasileirão. Na única derrota, para o Vasco, ele estava suspenso e Rodrigo Caio jogou.

Quem vê Denilson correndo por todas as partes do campo atrás dos adversários, não sabe o que ele passa para ficar em forma. Desde que voltou para o Brasil, mora com o pai e dois irmãos no Jardim Ângela, bairro simples da Zona Sul, constituído por algumas favelas. De lá até o CT da Barra Funda, que fica na Zona Oeste, precisa percorrer cerca de 50 km (confira o trajeto aqui). Por isso, quando o treino é logo pela manhã, tem de sair cedo da cama. Não dá nem para esperar o galo cantar:

– O treino começa às 9h. Para eu acordar 6h30, 6h45, é muito trânsito. A avenida é estreita, muitos carros e caminhões, daí fica complicado. Acordo 4h e saio 4h15, 4h20. Daí, no máximo 5h já estou no CT e dá tempo de descansar mais um pouco para treinar. Ainda tenho esta dificuldade, mas estou onde nasci e, por isso, não me importo.

– Eu acabo de ver um filme ou jogo e já vou dormir para levantar de madrugada e sair cedo de casa. A cidade está vazia, não tem movimento e é bem rápido. Até 6h29 não tem trânsito, mas 6h30 já tem (risos). Prefiro sair mais cedo para não chegar atrasado – complementou o volante tricolor.

Denilson divide quarto com Cícero, que não tem este problema. Sobra espaço livre para dormir mais um pouco, tomar café da manhã e seguir para a atividade. É com esta disposição que ele quer vencer outra partida neste domingo.

Confira o bate-bola com o volante, no Morumbi:

LANCENET!: Como vê o atual momento do São Paulo na competição?
Denílson: Temos de buscar as vitórias passo a passo. Vencemos o Figueirense, depois tivemos a infelicidade contra o Atlético-GO, mas voltou a ser bom diante do Flamengo. Espero por uma engrenada, para ficarmos entre os quatro e mais do que todos estou trabalhando no meu máximo para ter um título jogando pelo São Paulo (estava no elenco campeão do mundo em 2005), dando alegria à torcida, que merece.

L!: Por que tem acontecido tantos altos e baixos na temporada?
D.: Nunca vi o São Paulo levar quatro gols em um tempo (contra o Atlético-GO), mas conversamos com o Ney Franco e sabíamos que era preciso mudar. Temos de manter uma regularidade, para isso refletir no fim do Brasileiro. Espero uma sequência boa, para ir bem também na Copa Sul-Americana.

L!: Como a torcida pode ajudar vocês na busca pelos títulos?
D.: Nunca tinha visto aquela parte (apontando para arquibancada amarela) cheia, a não ser em finais ou decisões. Para mim foi surpresa e isso vai nos ajudar muito. Necessitamos que a torcida venha apoiar. Quando o resultado não vem, é normal vir críticas. Precisamos saber lidar com isso, ainda mais em momentos difíceis, e fazer o máximo para que não venha se repetir.

L!: Você não estava na única derrota (Vasco) no Morumbi pelo Brasileiro. Espera continuar pé-quente?
D.: É um campo diferente e você tem espaço para jogar. Eu me sinto em casa. Principalmente eu, que vou na defesa, ataque, meio, lateral, ajuda bem. É um ponto positivo e espero seguir invicto no Morumbi.

Fonte: Lance

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