Hernanes revela que não teve chance de voltar

Hernanes é um dos mais novos jogadores a aderir ao poderoso mercado chinês. O meio campo brasileiro recentemente trocou a Juventus pelo Hebei Fortune. A saída do jogador da Itália fez com que muitos são-paulinos sonhassem com sua volta. Ele revelou que estava com a cabeça aberta para esse retorno, mas que não chegou a ter a oportunidade para isso. No entanto, o atleta não descarta voltar ao Tricolor depois de sua passagem pela Ásia.

Em entrevista exclusiva, Hernanes falou sobre o São Paulo, como se deu a transferência para a China, que de acordo com ele, foi selada em cerca de duas horas, as expectativas que tem para o novo país e como ele considera sua passagem pela Juventus. O meia revelou que não se considera campeão italiano e também falou sobre sua nova paixão: os vinhos. Ele está produzindo e pretende trazer sua bebida para o Brasil.

Como aconteceu essa proposta da China?
No futebol as coisas acontecem muito rápidas e foi interessante que eu estava em casa, ia concentrar para jogar no domingo, e no meio dia, meu agente me ligou dizendo que tinha a proposta oficial. Eu falei ‘vamos negociar’, e ele me disse que os clubes estavam conversando e já estavam praticamente de acordo, faltando apenas eu aceitar, e essa é a parte principal. Já tinham acontecido outras propostas da China e eu não tinha aceitado porque eu tinha outros objetivos na Europa e queria ficar por aqui, mas dessa vez eu estava em uma situação um pouco complicada, jogando muito pouco, treinando fora da minha posição. Há duas semanas teve um treino que eu enchi o saco e disse que não queria mais ficar. Então foi assim, duas horas se passaram da ligação pra eu dizer sim, acabei nem concentrando mais.

Como foi sua experiência na Juventus?
Foi uma experiência de muito aprendizado, porque quando cheguei era pra jogar em uma posição e devido a uma necessidade me botaram pra jogar mais recuado, então foi um ano e meio de paciência, de me adaptar a uma nova função. Não tive muitas satisfações porque tive que me adaptar. Fomos campeões italianos, apesar de eu não me considerar, porque joguei pouco. A Juventus é um clube que eu sempre quis jogar, de muita pressão, nesse sentido foi muito legal, foi um clube muito correto, mas podia ter jogado mais e ser melhor aproveitado.

Hernanes, você comprou uma vinícola e montou uma enoteca. Como ficam os negócios na Europa? Vai continuar com a produção de vinho?
Essa parte tenho que confiar na mão de terceiros que vão tocar agora, mas enfim, foram atividades que comecei aqui e se aprofundaram. Tenho falado que Turim agora é minha casa também. Comprei uma casa, um pedaço de terra, que vai ficar ali. Minha pretensão é de ir tocando. China, pit stop em Turim para verificar como estão as coisas e depois Brasil. É uma atividade que eu gosto muito. Vai sair o vinho e estou trabalhando para ele chegar ao Brasil.

Quais são suas expectativas para a China?
Tenho que dizer que como tenho um empresário chinês e ele já tinha me trazido algumas propostas, sempre foi um destino que eu tracei, pelo crescimento do futebol lá. Imaginei que fosse demorar mais uns dois ou três anos, mas aconteceu agora. Então eu estou bem tranquilo e feliz, sabendo que estou fazendo parte de um novo ciclo de um país que quer se tornar uma potência nesse esporte. É uma nova aventura, sempre imaginava que um dia eu fosse pra lá, porque a cultura oriental e a filosofia de vida sempre me atraíram, sempre fui curioso para conhecer, então estou feliz com isso também. Minha esposa sempre me apoiou, ela tinha mais vontade de ir do que eu, vamos aos pouquinhos para nossos filhos se adaptarem à nova realidade e vamos fazer de tudo para dar certo, assim como foi aqui na Itália, que chegamos há mais de seis anos sem conhecer nada e nos damos muito bem.

Não vai ser agora então que o torcedor são-paulino vai ter sua volta. Isso pode acontecer depois da China?
Isso é interessante porque eu vi algumas notas e é muita sacanagem que colocam as coisas sem saber o que aconteceu. Eu vi “Hernanes troca São Paulo pela China” e nunca aconteceu essa troca, porque o São Paulo fez um contato com a Juventus, mas nunca tive opção de escolher. Pela primeira vez tinha aberto minha cabeça para voltar se tivesse a chance, mas não tive. Quem sabe depois da China, agora eu me sinto em um momento muito bom, e daqui a algum tempo se eu sentir que ainda posso contribuir, porque não, as coisas podem acontecer.

 

Fonte: Uol

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