Ganso tem números similares ao auge no Santos e participa de 31% dos gols

2016 foi o ano em que Paulo Henrique Ganso decidiu espantar a desconfiança, seja de adversários ou de críticos, seja de próprios membros da sua torcida. Neste domingo (29), o meia anotou o único gol do clássico entre São Paulo e Palmeiras no Morumbi e resolveu o confronto a favor de sua equipe.

Nesta temporada, após anos de oscilação, Ganso tem sido decisivo. Ao menos estatisticamente, já é possível dizer que ele voltou a ser o jogador que obteve grande destaque entre 2009 e 2012 no Santos, quando ganhou três Paulistas, uma Copa do Brasil e uma Libertadores, atuando ao lado de Neymar durante boa parte do período.

Em 2016, seu desempenho tem dissipado questionamentos daqueles que começavam a defender que seus anos na Vila Belmiro tinham sido só uma boa fase de um atleta comum. Como ele mesmo já disse no passado e tem mostrado, é “acima da média”.

Mais maduro, com 26 anos, além de dar assistências, ele também tem assumido a responsabilidade de fazer gols. Aos 11 minutos do primeiro tempo, recebeu cruzamento do lateral Bruno, pulou mais alto que o zagueiro Thiago Martins e deu de testa na bola para marcar seu sétimo gol na temporada – ao todo, ele tem 11 gols de cabeça na carreira, seis deles pelo Santos.

Ao todo, desde que chegou ao São Paulo, em 2012, ele marcou outros 17 gols em pouco mais de três anos. Em 2010, ano em que mais gols fez na carreira, foram 13. Ao todo, são 59 como profissional.

“É sempre bom vencer clássico, o que não vinha acontecendo. Espero que daqui para frente a gente vença todos”, disse após o jogo.

Com 1,86 m, o meia tem se aproveitado de seu porte físico para entrar mais na área. Além da iniciativa do jogador, isso se deve também à qualificação do elenco, que agora conta com Michel Bastos, Kelvin e Calleri para acompanhá-lo no ataque. Assim, recebe assistências desses atletas, e o time deixa de depender só dele como “garçom”.

“Estou mais presente na área, fazendo gols. Poderia ter feito até outro no segundo tempo”, disse.

Com Bauza, a equipe ganhou em compactação, com pressão em bloco e transição para o ataque com passes rápidos. No lance do gol, Bruno saiu em velocidade da defesa e tabelou com Kelvin, principal via de escape do São Paulo. A todo o tempo, as triangulações pelas laterais envolveram os defensores rivais.

Mais finalizador, Ganso não deixou de exercer sua especialidade como meia. Ao todo, são cinco assistências até aqui, média similar às que obteve nos anos que alcançou seus maiores índices: 13, em 2010, no Santos; 14, em 2015, no São Paulo. Ele participou de 31% dos 39 gols da equipe neste ano.

Com a boa fase, o meia voltou ao radar da seleção, tendo aparecido na lista de pré-convocados da Copa América. No entanto, não foi chamado para o grupo definitivo montado pelo técnico Dunga. Na última semana, uma nova vaga surgiu com o corte de Douglas Costa por lesão, mas Kaká foi o escolhido.

“Cada um vai ter sua oportunidade”, ele comentou.

 

Fonte: Folha SP

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