Fabão conta que chamou argentino pra briga no Betis: “pipocou no vestiário”

Antes de se tornar ídolo do São Paulo, Fabão passou por Bahia, Flamengo e seguiu para Espanha, em 2000. Lá, seu primeiro clube foi o Betis, onde teve como companheiro o pentacampeão mundial Denílson, com quem diz ter acumulado boas histórias. Hoje comentarista da TV Bandeirantes, o ex-craque revelou uma delas, que acabou sendo confirmada pelo ex-zagueiro em entrevista exclusiva ao UOL Esporte.

A história envolve outro ex-jogador, o argentino Gabi Amato, atacante que chegou até a jogar pelo Grêmio em curta passagem no futebol brasileiro. Durante um treino no Betis, ele e Fabão se estranharam e por pouco a história não acabou em pancadaria. Com muito bom humor, o ex-zagueiro conta detalhes do fato e garante: o argentino ‘pipocou’ depois que eles agendaram a briga pra dentro do vestiário.

Rubens Chiri / Divulgação / São Paulo F.C

“Foi isso mesmo, porque argentino você sabe como é, encrenqueiro, e no treino ele me deu uma cotovelada e eu dei uma chegada nele, mas tinham repórteres, torcida, aí eu falei: ‘fica de boa que lá no vestiário a gente resolve isso aí’. Ele falou: ‘vamos ver, lá no vestiário a gente resolve’. Chegou no vestiário e eu falei: ‘agora vou meter a mão na sua cara’, fui para cima dele, ele pipocou e deu risada. Eu chamei ele na chincha comigo, não tem isso aí não, ele pipocou. O Denílson ria demais. O argentino me xingava, mas na ‘hora H’ pipocou, arregou no vestiário. Cara que arrega não precisa nem bater, já é pipoqueiro”, brinca o ex-zagueiro.

Apesar do clima de tensão entre Fabão e Amato, o clima entre os dois ficou bom depois do episódio. Hoje, ambos inclusive são bons amigos, como declara o ex-defensor.

“Ficou de boa, hoje ele é meu amigo. Eu sacaneei bastante espanhol e argentino [risos], pegava as roupas dos caras e colocava no freezer de gelo. Eu saia mais cedo e pegava as roupas dos caras e colocava no freezer… O Denílson era o meu parceiro [risos], ele era o meu ‘brother’. O Denílson só dava risada, só ria… Eles sofriam em minhas mãos, mas uma vez eles me pegaram: eles pegaram uma pomada que arde demais [tipo gelol] e colocaram na borda da minha cueca, perto da virilha, e colocaram bastante. Quando eu coloquei a cueca ardia tudo. Eu sofri também, não é só alegria, não, né? [risos]”, acrescenta o ex-zagueiro.

Souza e a ’25 de Março’ no CT

Ainda no embalo das boas histórias acumuladas ao longo da carreira, Fabão contou mais uma, esta de um personagem bastante comum nas ‘resenhas’, recheado de pérolas: Souza.

“O Souza era muambeiro, o quarto dele no CT era a 25 de Março. Eu não sei de onde ele arrumava tanta muamba pra vender [risos]. Ele me ligava do quarto dele, passava um fio para o meu quarto e falava: ‘Negão, pode vir que a 25 de março está toda armada aqui, escolhe o que você quer. Era relógio, câmera, celular, e eu falava: ‘você vai ser preso, miserável [risos]”.

Raiva com o São Paulo atual

Eduardo Knapp/Folhapress

Tricolor baiano quando pequeno, Fabão conta que passou a torcer pelo São Paulo a partir do momento em que vestiu a camisa do time paulista pela primeira vez. E não parou mais. Hoje, porém, admite que a atual fase do clube o faz passar um pouco de raiva.

“Eu não era são-paulino, eu torcia para o Bahia, mas depois que eu vesti a camisa do São Paulo eu gostei tanto do São Paulo que hoje sou são-paulino. E hoje eu passo raiva com o São Paulo, os meus amigos ficam sacaneando aqui, eles falam: ‘Ó negão, como o seu time está? [risos] Tá ruim, aí falo: ‘é sua mãe’ [risos]. Mandam mensagens no Whatsapp me sacaneando… Eu tenho saudade do CT, dos meus amigos lá, da resenha, o nosso grupo era fechado, era uma família, o nosso grupo era diferenciado, indo de ônibus para o Morumbi, aquela torcida, disputar a Libertadores… Sem palavras”, acrescenta Fabão.

Trabalhar com futebol? Tô fora!

Ao contrário de muitos jogadores que fazem de tudo para permanecer no mundo do futebol após pendurar as chuteiras, Fabão quer ficar longe do esporte. Para o zagueiro, trabalhar com futebol faz com que você ‘dependa muito dos outros’, o que não agrada o ex-jogador.

Foto Eduardo Knapp/Folha Imagem

“Eu passo muita raiva com o futebol porque, às vezes, eu tenho um moleque muito bom, aí eu pego e ligo e os caras não dão nenhuma satisfação, eu fico esperando uma resposta, fica dois, três meses… Eu não gosto de mexer com o futebol porque ficar dependo dos outros é a pior coisa. Aqui em Goiânia todo mundo me conhece, e chegam pessoas e falam: ‘Ô Negão, eu tenho um moleque muito bom de 12, 13, 14 anos, não tem um lugar pra você arrumar e fazer um teste?’, pedindo uma força, não para eu ganhar nada, somente dar uma força”, diz.

“Tem um moleque aqui de 12 anos top demais, eu vi o vídeo do moleque e ele é top para a idade dele, é diferenciado, e eu falo para os pais: ‘não adianta eu ajudar, os caras não dão resposta’. No São Paulo eu nem vou falar o nome do cara, mas eu mandei um direct para ele no Instagram e até hoje eu estou esperando uma resposta dele. ‘Me liga, me liga’, e até agora nada, isso já tem quase um mês, e o moleque se encaixa no São Paulo, é muito bom mesmo… Então futebol não quero, não. Treinador, Deus me livre, é muita pressão [risos]”, completa.

 

Fonte: Uol

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