Fã de Pato, Toró celebra estreia e promete “deixar o sangue pelo São Paulo”

Não fossem os olhares atentos do auxiliar técnico Cuquinha, do São Paulo, talvez a tarde do último sábado não teria sido tão especial para Jonas Toró. Prestes a ser emprestado à Chapecoense, o jovem atacante teve a saída vetada pelo irmão de Cuca e pôde estrear pelo time profissional do Tricolor na vitória por 2 a 0 sobre o Botafogo, no Morumbi, pela primeira rodada do Campeonato Brasileiro.

Em entrevista coletiva, o treinador revelou que Cuquinha pediu à diretoria para não liberar Toró ao clube catarinense. Na zona mista do Morumbi, o jogador de 19 anos falou em retribuir o voto de confiança da comissão técnica. Ele tem contrato com o clube até o fim de 2022.

“Tenho que agradecer ao Cuca e ao Cuquinha pela oportunidade de mostrar meu futebol, porque eu estava para ser emprestado para a Chapecoense, estava quase tudo certo, e eles vetaram minha ida. Vou procurar ajudá-los da melhor maneira possível para mostrar que eles não vão se arrepender de ter feito essa escolha”, disse Toró.

“As coisas acontecem rápido, né. Uma hora você está de cabeça baixa, outra hora você já está com a adrenalina a mil. Eu sou um cara que nunca baixei a cabeça, sempre trabalhei calado, sempre procurei fazer o meu melhor. Apesar de não estar indo para os jogos, sempre dei meu melhor para aproveitar a oportunidade da melhor maneira possível. Estou muito feliz com isso tudo que está acontecendo na minha vida”, celebrou.

Contratado do Primavera em 2017, o camisa 44 terminou sua formação nas categorias de base do São Paulo. Destaque do time vice-campeão da Copinha 2018, Toró passou a integrar os treinos no CT da Barra Funda de forma esporádica até estrear profissionalmente substituindo o ídolo Alexandre Pato, aos 30 minutos do segundo tempo do duelo com o Botafogo.

“O Pato é ídolo para todos. Todas as pessoas da nossa idade que viram o Pato jogar no Milan… É um cara que tem o respeito e carinho de todos. Eu procuro me espelhar nele e trabalhar para fazer o meu melhor futebol”, contou.

Com 1,78m, Toró mostrou velocidade e incendiou a partida ao tornar os contra-ataques do São Paulo mais incisivos. Questionado sobre a posição preferida, o atacante se dispôs a jogar até de armador, além de prometer muita garra.

“Tenho que estar pronto para o que o professor precisar. Se ele precisar de mim na ponta esquerda, eu vou, na ponta direita, de centroavante, de meia. O que ele precisar, eu vou estar apto a fazer e vou procurar ajudar da melhor maneira. Se for para deixar o sangue dentro de campo, eu vou deixar pelo São Paulo”, concluiu Toró.

 

Fonte: Gazeta Esportiva

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