Experiência de preparador e estadia curta são trunfos do SP contra altitude

O São Paulo joga nesta quinta-feira a partida que define a sua permanência na atual edição da Copa Libertadores da América, contra o Strongest, às 21h45 (de Brasília), nos 3.600m altitude de La Paz. Ciente da necessidade de aproveitar ao máximo o físico dos atletas para segurar ao menos o empate, o Tricolor aposta na experiência de seu preparador físico, Bruno Militano, e em uma estadia de menos de um dia na capital boliviana para assegurar o melhor desempenho possível.

“O Bruno é um cara experiente com altitude, acredito que vai conseguir desenhar o melhor esquema possível para essa viagem”, disse o coordenador técnico Pintado, que pôde atuar em situações parecidas durante a campanha das Libertadores de 92 e 93. “Realmente você puxa o ar e ele não vem em dados momentos. Dar um pique pode ser complicado. Tem que ser tudo muito bem estudado”, avaliou o são-paulino.

Militano acompanha Bauza desde a ida do comandante à LDU de Quito, em 2007, e sempre soube aproveitar os efeitos dos 2.800m da capital equatoriana para potencializar as forças dos alvinegros, campeões continentais em 2008. Por isso, decidiu que a equipe chegará à cidade do duelo frente ao Strongest apenas no dia do jogo, considerado o artifício mais eficaz devido ao pouco tempo de preparação disponível.

Os tricolores deixam São Paulo na tarde desta quarta rumo a Santa Cruz de la Sierra, cidade mais populosa do país vizinho e que, apesar do nome, está apenas 450m acima do nível do mar, sem qualquer efeito da altitude. Para nível de comparação, a capital paulista se encontra 700m acima.

Após dormir em Santa Cruz, o time embarca para a La Paz no início da tarde de quinta, chegando somente horas antes ao município. Passado o duelo e já cientes sobre a classificação ou não à próxima fase, o time nem sequer dorme na cidade, retornando a Santa Cruz e de lá pegando o avião de volta a São Paulo, na tarde de sexta.

De acordo com especialistas em altitude, caso o time não consiga subir gradativamente de altitude, o ideal é mesmo passar o menor tempo possível nas áreas elevadas. “Temos toda uma logística preparada para que os atletas sintam o menos possível as dificuldades lá na Bolívia”, continuou Pintado.

“Eu nunca tive a oportunidade de jogar em uma situação dessa, mas os relatos são esses mesmos, de dificuldade para respirar, corrida tem que ser sempre na hora cer. Acredito que a comissão técnica sabe o que está fazendo”, comentou o volante Hudson, seguindo à risca as orientações de nomes experientes como Lugano. “Em La Paz, se corrermos errado, não chegaremos a lugar nenhum”, apontou o uruguaio, que nem sequer viaja devido a um estiramento muscular na coxa esquerda.

 

Fonte: Gazeta Esportiva

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