Ex-São Paulo, Gilberto revela motivos da saída: ‘Queria seis ou sete jogos’

A artilharia do Campeonato Paulista de 2017 foi o cartão de visitas de Gilberto, com a camisa do São Paulo. Sob o comando de Rogério Ceni, o jogador que havia chegado ao Tricolor em 2016 mostrou que podia ser titular do clube do Morumbi e camisa 9 que torcida tanto desejava, depois de ficar orfã do argentino Jonathan Calleri. Porém, mesmo com uma ótima média de gols, outro argentino desembarcou no clube paulista: Lucas Pratto. Ali, o então artilheiro da equipe da temporada foi perdendo espaço. E de uma forma que nem ele sabe explicar.

Mesmo sem guardar mágoa do clube do Morumbi, como garante, Gilberto afirmou ao Lance! que esperava mais chances no clube. Quando Rogério Ceni foi demitido, Dorival Júnior assumiu o comando. E Gilberto viu suas chances ficarem cada vez mais escassas. À Lucas Pratto, então titular absoluto do São Paulo, o atacante, hoje no Yeni Malatyaspor (TUR), é só elogios. Porém, ele queria mais, em especial no Campeonato Brasileiro, Pelo menos, cinco a seis jogos para mostrar o porque tinha sido artilheiro do Paulista. Para mostrar seu valor.

– Não tenho nada para falar de mal do São Paulo. Estava um pouco mais estressado por não ter recebido tantas oportunidades. Pelo
Estadual, merecia ser mais aproveitado. Queria na verdade, e falei com a diretoria, que me contentaria em jogar seis ou sete jogos como titular e
deixar o Pratto jogar o Brasileiro todo. Só queria isso e não aconteceu. Aí tomei a decisão de sair procurar outros ares – desabafou o atacante, relembrando os amigos do clube:

– Gostava muito do clube e tenho muitos amigos lá dentro. As pessoas que
cuidam do campo, tenho boas amizades. Preciso jogar. Tenho 28 anos,
ficar no banco e só esperar, sabendo que não chegaria uma chance, é complicado – completou.

A reclamação de Gilberto, até o início do Brasileiro do ano passado artilheiro do time da temporada, é por ter atuado em apenas 431 minutos durante toda a competição, em 17 jogos, sendo só dois como titular. Ao todo, foram dois gols. Antes mesmo do término de seu vínculo, em dezembro, o atacante confirmou que não iria renovar.

Se com Rogério Ceni Gilberto jogou, com Dorival Júnior foi muito diferente. Mágoas do ex-treinador? De forma alguma, garante Gilberto, mesmo destacando que nunca entendeu as escolhas.

– O Dorival fez as escolhas dele. Não quero entrar em confronto com
ninguém. Ele sempre preferiu o Pratto, achou que era o jogador dele e
priorizou. É um excelente jogador mesmo, mas no momento, como tinha sido o
artilheiro do Paulista, achei que ia ter mais chances, como vinha
jogando com o Rogério e o Dorival não pensava assim. Foi por aí que
resolvi sair, não iria fazer briga. Foi um dos motivos que não renovei
para não discutir ou brigar com ninguém – contou.

PROCURA POR OUTROS CLUBES E CHEGADA NA TURQUIA

Após a saída do São Paulo, Gilberto teve seu nome especulado em diversos clubes do Brasil, em sua maioria carentes de um camisa 9 de origem. Entre eles, o Corinthians. Segundo o atacante nada de oficial chegou do arquirrival do Tricolor paulista, mesmo com o desejo de jogar em um dos maiores clubes do país. O Botafogo também correu atrás do atleta. Mas a Turquia apareceu como o destino e chance de uma nova experiência fora do Brasil.

– Na verdade, o Corinthians não fez proposta. Fiquei esperando e não
aconteceu. O Botafogo foi em um momento que na verdade era uma escolha de ir para fora do Brasil. No calor da emoção acabou não acontecendo, no final escolhemos (eu e meu agente) a Turquia para jogar por quatro meses e ver o que vai acontecer – comentou o atacante que tem 9 jogos e dois gols no novo clube.

O vínculo com o Yeni Malatyaspor é de apenas quatro meses e Gilberto ainda não definiu seu futuro. Retornar ao Brasil está nos planos também, mesmo com algumas ressalvas.

– Ainda não decidimos se volto ou se vou ficar. Foi mais para dar uma aliviada da tensão. O Brasil é muito caloroso, mas também desgasta muito. Não tenho nada decidido. Vamos aguardar o fim do contrato.

ADAPTAÇÃO DEMORADA E AJUDA DA ESPOSA

As únicas experiências internacionais que Gilberto tinha tido como jogador foram no Canadá e no Estados Unidos, onde defendeu o Toronto FC e o Chicago Fire respectivamente. Seguindo para um país de uma cultura totalmente diferente, a adaptação foi complicada, em especial pelo tempo fora de atividade.

– Na Turquia, minha adaptação foi um pouco demorada, até porque vinha parado dois meses e passei muito tempo sem pré-temporada, nesse início de semestre e aqui já estava no fim do campeonato. Foi uma coisa nova, um
aprendizado novo. Escolhi bastante com isso. Fiquei feliz de ter vindo
para cá. É uma experiência boa de vida, novos costumes. Vale muito – afirmou o atacante, ressaltando a convivência com sua esposa no país.

– A minha esposa sente um pouco mais e fica mais tempo falando com o pessoal no Brasil. Pela passagem que tive fora me adaptei já. Quando tomamos uma decisão, é preciso pensar no bem de todos. E sabemos que não erramos – concluiu.

Além do São Paulo e atual clube, Gilberto já defendeu o Santa Cruz, Internacional, Portuguesa, Vasco e Sport, no Brasil. No Canadá jogou no Toronto FC e nos Estados Unidos no Chicago Fire.

Fonte: Lance

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