Entenda a dificuldade do São Paulo para contratar um camisa 9 para 2017

A torcida e a diretoria do São Paulo esperavam ter um novo centroavante neste início de ano, mas o clube tem esbarrado em alguns obstáculos para contratar um reforço para o setor. As opções Chavez e Gilberto não são consideradas suficientes.

As chances desperdiçadas nos jogos do Torneio da Flórida, principalmente na semifinal diante do River Plate, reforçam a avaliação da comissão técnica da necessidade de um novo camisa 9. Ainda assim, o clube cogita iniciar o Paulistão, no dia 5 de fevereiro, diante do Audax, sem uma nova referência.

Entenda os motivos:

Novela Colmán sem sucesso

Na primeira quinzena de dezembro foi veiculada a notícia da negociação entre São Paulo e Nacional do Paraguai por Colmán. O atacante foi anunciado pelo Dallas nesta semana, no dia 26 de janeiro. Ou seja, houve uma novela que se arrastou por mês e meio, cansando perda de tempo e desgaste.

O clube chegou a Colmán por meio do trabalho do departamento de análise de desempenho. O nome foi  aprovado por Rogério Ceni. Ele se enquadrava na política financeira do clube. Entre idas e vindas, o Tricolor chegou a um entendimento financeiro com os paraguaios duas vezes, mas viu as exigências mudarem, principalmente pelo interesse de outros clubes, como Grêmio e Dallas, dos Estados Unidos. A postura irritou os dirigentes.

A proposta final do São Paulo era de US$ 1,1 milhão (R$ 3,6 milhões), com US$ 700 mil (R$ 2,38 milhões) à vista e duas parcelas semestrais de US$ 200 mil (R$ 680 mil cada). O Dallas pagou US$ 1,6 milhão à vista pelo jogador.

– O único nome que escolhi e aprovei foi o do Colmán, mas que acabou acertando com o Dallas. Foi o nome que aprovamos dentro das possibilidades do clube. Olhamos alguns camisas 9, outras coisas não são possíveis fazer – afirma Ceni.

Cristian Colmán Nacional Paraguai Grêmio São Paulo (Foto: Divulgação)Cristian Colmán saiu do Nacional do Paraguai para o Dallas (Foto: Divulgação)

Grana curta

Das quatro contratações do São Paulo até agora, o clube só investiu em Sidão: R$ 300 mil. Wellington Nem (empréstimo gratuito, mediante uma cláusula de saída), Neilton (empréstimo na troca por Hudson com o Cruzeiro) e Cícero (clube divide salários com o Fluminense) foram acertados sem pagamento de multas rescisórias.

Chavez São Paulo (Foto: Érico Leonan/www.saopaulofc.net)Chavez é a principal opção do elenco (Foto: Érico Leonan/www.saopaulofc.net)

O orçamento de 2017 do São Paulo prevê que se não houver venda de atletas o clube terá prejuízo de R$ 67 milhões. Do atual elenco, porém, Luiz Araújo, David Neres (dupla que Ceni não admite perder) e Rodrigo Caio são nomes valorizados.

Nomes como Borja, do Atlético Nacional, estão fora do radar, pois são considerados caríssimos. Ceni falou sobre Van Persie, oferecido há alguns meses no São Paulo por uma pessoa que sequer empresaria jogadores. Não há negociação com o holandês.

– O futebol brasileiro não é igual o da Europa, onde você escolhe o jogador e paga R$ 50 milhões. Aqui, dependemos de improvisações, com raríssimas exceções, como Palmeiras e Flamengo. O Corinthians trouxe dois, o Kazim e o Jô. Nós temos Chavez, Gilberto e outros jogadores que chegam de trás para fazer os gols, mas não tão concentrado como por exemplo o Santos, com os gols do Ricardo Oliveira, e o Flamengo, com o Guerrero. A ideia é ter reforços, não perder jogadores. Mas temos de conviver com a realidade – disse Ceni.

Falta de opções no mercado

Diante desse panorama, o Tricolor e outros clubes, segundo Ceni, têm dificuldades de achar um camisa 9. Faltam opções viáveis no mercado. O técnico do São Paulo, inclusive, tem sido procurado por clubes do exterior em busca de indicações.

Calleri, artilheiro do elenco em 2016, com 16 gols, era um alvo, mas a saída do West Ham para o futebol brasileiro foi barrada pelo grupo de investidores que trabalha com o argentino. Assim, Ceni conta com Chavez e Gilberto. O argentino tem vínculo de empréstimo cedido pelo Boca Juniors até junho e é alvo do futebol chinês. Mas Ceni não teme perdê-lo.

– Tem contrato de empréstimo até o meio do ano, acredito que vai cumprir. Não vejo esse risco – disse o treinador.

 

Fonte: Globo Esporte

4 comentários em “Entenda a dificuldade do São Paulo para contratar um camisa 9 para 2017

  1. Não consigo acreditar que ainda tem torcedor que apoia esta diretoria. O São Paulo tem vários patrocínios, o terceiro maior contrato de TV do país, e vários torcedores de alto poder aquisitivo, que poderiam estar ajudando.

    Com tudo isso, porque nos conformarmos com Gilberto e Chávez?

    Essa diretoria não conseguiu contratar o tal do Colmán, que jogava num time equiparado a time de série B no Brasil.

    Esse conformismo vai acomodando os torcedores, e torna confortável a situação da diretoria, que é extremamente incompetente.

    Enquanto a diretoria não consegue contratar um centroavante nível série B, a torcida se apega em picuinha com Vampeta.

  2. Eu acho a torcida muito conformada com essa situação. Parece que aceita esse lero do Leco. “Ai, nós somos coitadinhos, não temos dinheiro em caixa. Mas estamos arrumando as finanças”.

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