Diretor do Criciúma questiona Aidar: “Onde o São Paulo viu o Iago jogar?”

O presidente do São Paulo, Carlos Miguel Aidar, afirmou na madrugada desta quinta-feira que a diretoria não tinha conhecimento de que Iago Maidana pertencia ao Criciúma até o início de setembro antes de ser repassado por um grupo de investidores (através do Monte Cristo, da terceira divisão goiana). A transferência está sendo investigada pela Confederação Brasileira de Futebol. A declaração do dirigente foi rebatida pelo clube catarinense.

– O São Paulo tem uma equipe de scouts, o São Paulo tem acesso ao BID (Boletim Informativo Diário da CBF), o São Paulo tem acesso a todas as informações dos jogadores, até quando vão seus contratos. Com todo respeito ao presidente, ele então tem que chamar a equipe de futebol dele e ter uma bela conversa. Era impossível não saber que o atleta era do Criciúma – diz o diretor comercial do Criciúma, Claudio Gomes.

– O Criciúma não está criticando a instituição, mas as pessoas que fizeram a negociação dessa forma. O São Paulo não viu o atleta no Monte Cristo, viu esse atleta monitorando-o no Criciúma e na seleção brasileira sub-20. Se ele diz que não sabiam que o atleta era do Criciúma, onde é que viram o atleta então? Viram jogar no Monte Cristo? – questiona o dirigente.

Iago esteve vinculado ao Monte Cristo por apenas dois dias, entre a rescisão do Criciúma e a ida para o São Paulo. O clube goiano foi utilizado por um grupo de investidores paulistas que pagaram R$ 800 mil para tirá-lo de Santa Catarina. Segundo Gomes, que acusa a diretoria são-paulina de aliciamento, a quantia foi a metade disso, e os empresários jamais informaram que ele iria para o clube paulista depois de rescindir seu vínculo.

Além dos investidores da Itaquerão Soccer, a FAI Sports, empresa de agenciamento de Porto Alegre, também fez parte das tratativas na transferência do zagueiro de 19 anos, que tinha multa de aproximadamente R$ 1,5 milhão e contrato até 30 de junho de 2016 com o Criciúma (ficaria livre para assinar pré-contrato com outro time no fim desta temporada, portanto). Para ter apenas 60% dos direitos econômicos (os 40% restantes foram mantidos no Monte Cristo), o São Paulo pagou R$ 2 milhões. Esse valor aumentará R$ 400 mil se o garoto fizer dez jogos pelo profissional.

– O São Paulo poderia ter nos procurado. Faríamos parceria, como fizemos com o Corinthians. O Corinthians não pagou absolutamente nada pelo empréstimo do Lucca. Você acha que eu não queria um atleta meu no São Paulo, com a visibilidade que tem o São Paulo? A diretoria do Corinthians teve um procedimento ético, com relação de clube para clube – critica Gomes.

Iago Maidana no BID (Foto: Reprodução)Monte Cristo foi utilizado por um grupo de investidores para manter 40% de seus direitos econômicos (Foto: Reprodução)

Embora Aidar tenha dito que o São Paulo não sabia que Iago pertencia ao Criciúma, seu vice-presidente de futebol, Ataíde Gil Guerreiro, confirma que o interesse surgiu por indicação de Júnior Chávare, gerente executivo que deixou as divisões de base do clube em agosto. O contrato do zagueiro com a equipe catarinense foi rescindido em 9 de setembro.

 

Fonte: Globo Esporte

6 comentários em “Diretor do Criciúma questiona Aidar: “Onde o São Paulo viu o Iago jogar?”

  1. A situação pode ser resumida da seguinte forma. O SPFC conheceu Iago no Criciúma, acompanhou a trajetória do garoto, mas não quis entrar em contato direto com o Criciúma, que tinha interesse no direito de vitrine e teria cedido o jogador de graça, como fez com o Lucca para o Corinthians. Aí o tricolor providenciu um intermediário para fazer uma negociata, onde abriu mão de 2 milhões de reais de comessão….. Esse é o SPFC de hoje…. infelizmente, nenhuma transação é feita no SPFC, sem que haja algo excuso.

  2. Ai tem umas cervejinhas no meio né. ITAQUERÃO SOCCER………………………………………………………….QUEM É VOCÊ

    Olha, se vamos comprar jogadores desta idade e arrumando esta confusão toda ao invés de formar estes atletas de verdade como era antes, no tempo dos treinos nos campos de terra, nos campos do exercito, na Chácara do Jóquei, no Rebouças, no Guarapiranga, etc.no tempo em que se alojavam no Morumbi tudo apertadinho mas se revela jogador de verdade, se é para ficar fazendo esta compra de atletas formados em outros clubes, então fica ai uma sugestão, venda aquele elefante branco que tem lá em Cotia e pague as contas, até agora se comparar o que saiu de lá desde sua existência não deu nem 50% do valor conseguido com a venda dos jogares formados no Morumbi,(Cafú, Muller, Silas,Edmilson, Kaká, Fabio Simplício, Fábio Aurélio, Fabiano, Bourdon,Ruan,Kleber,Gabriel,Doriva,Caio,Jamelli,e esqueci mais um monte.
    Esta ou não tudo errado desde que fizeram Cotia, o que adianta aquela estrutura.

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