Com royalties e sem comissão: o que se sabe do acordo com a Adidas

O São Paulo anunciou um acordo com a Adidas para fornecimento de material esportivo. O clube espera o aval do Conselho de Administração e do Conselho Deliberativo para sacramentar a nova parceria com a empresa alemã.

O GloboEsporte.com apurou alguns detalhes da nova parceria do São Paulo, mantido sob sigilo pela empresa e pelo clube. Veja abaixo o que sabemos até agora sobre o assunto.

Raí foi campeão paulista em 1998 vestindo Adidas. Hoje, ele é diretor executivo do clube (Foto: Estadão Conteúdo)

Raí foi campeão paulista em 1998 vestindo Adidas. Hoje, ele é diretor executivo do clube (Foto: Estadão Conteúdo)

Valores

Os valores do contrato são mantidos em sigilo, mas a reportagem apurou que a proposta em “dinheiro na mão” da Adidas é menor do que os valores oferecidos pelas concorrentes. É fato, porém, que a Adidas bateu as outras empresas com um contrato que prevê um percentual maior em royalties ao São Paulo por peça vendida.

São 26% de royalties por produto logo de cara, mas, se as vendas chegarem a um determinado valor no ano, ativa-se um gatilho que eleva essa porcentagem para até 30%. Ou seja: quanto mais produtos vendidos, mais o São Paulo ganha.

E é aí que a diretoria tricolor aposta alto, com uma mobilização entre os torcedores em torno dos produtos da empresa. Nesta terça, data do anúncio do acordo, o nome “Adidas” foi o mais comentado (“trending topic”) no Twitter durante a tarde.

Na prática, clube e empresa querem que essa relação seja de parceria, não de patrocínio. Quanto mais trabalharem em sintonia, mais faturam. Já há um esboço de algumas ações conjuntas para a promoção de lançamento do novo uniforme.

Além disso, há bônus por conquistas (títulos).

Comissão

Não haverá comissão para terceiros no acordo entre São Paulo e Adidas, pois não houve qualquer intermediação. A conversa foi direta entre clube e empresa, resultado da profissionalização do departamento de marketing do clube, hoje comandado pelo diretor executivo Luiz Fiorese.

No acerto com a Under Armour, atual parceira e responsável por fornecer material esportivo até junho, uma comissão de R$ 18,3 milhões causou polêmica no clube. O valor seria destinado para a empresa Far East Global, intermediária com sede em Hong Kong, do norte-americano Jack Banafsheha.

Na época, o então presidente do Conselho Deliberativo e hoje presidente do São Paulo, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, barrou a comissão. O clube era presidido por Carlos Miguel Aidar. O diretor de Marketing e Comunicação era Douglas Schwartzmann. Em outubro de 2015, Aidar renunciou sob denúncias de corrupção.

Uniforme do São Paulo é produzido atualmente pela Under Armour (Foto: Divulgação)

Uniforme do São Paulo é produzido atualmente pela Under Armour (Foto: Divulgação)

Concorrência

A Adidas entrou de última no páreo e bateu as concorrentes Topper e Under Armour. De saída do rival Palmeiras, a empresa, agora no São Paulo, vai se manter ativa no mercado paulista, o maior do Brasil.

O São Paulo decidiu fechar com a Adidas pelo valor total do contrato, pelo poder e alcance da marca como parceira e por uma premiação acertada por performance do time nas competições em que disputar.

Por obrigação em contrato, a Under Armour tem de continuar fornecendo o material de jogo até junho. Mas se a Adidas se mostrar disposta a assumir toda a operação antes disso, a Under Armour sai de cena.

Fonte: Globo Esporte

11 comentários em “Com royalties e sem comissão: o que se sabe do acordo com a Adidas

  1. Percentual sobre a venda de material esportivo, com a atual crise, pagar r$ 300,00, em uma camisa é para poucos. Agora com Dorival no comando, e o time jogando esta bolinha, também não vai receber nada por conquista de títulos e campanha, ou seja, a Diretoria vive em outra galáxia, não me admira estarmos só passando vergonha!!

  2. Melhor notícia do mês! Agora só falta acertar com o Vanderlei Luxemburgo para voltarmos a contracenar entre os melhores. Clube grande tem que pensar grande! Achei fantástica essa jogada, apesar de ganhar menos no contrato há opções de royalties no futuro com a venda de produtos oque certamente deverão acontecer. De lambuja, acaba fortalecendo a marca do clube no cenário internacional já que estamos figurando com uma parceria reconhecida mundialmente pela excelência de sua marca!
    Difícil acreditar mas parabéns diretoria. Espero que não haja um revés dessa notícia, porque do jeito que as coisas andam é bem capaz do Conselho de Administração e do Conselho Deliberativo abortar o contrato!

    • Meu Deus, torcer pela contratação do Pofexor é no mínimo uma heresia com o culto ao Tricolor. Esse sujeito não tem dignidade para ser o nosso técnico. Além disso, seus últimos trabalhos são dignos de riso.

    • Toda fornecedora faz isso.. e entre as concorrentes a Adidas é a que ofereceu o maior percentual. Agora dizer que fechar contrato com a Adidas é coisa pra time pequeno… então tá neh.

      • Não acho que vá vender muita camisa com esse desempenho horrível. Era mais garantido um valor fixo mais alto, acho que vender camisa é para clube que está ganhando e não pra quem está sempre lutando contra o rebaixamento.

  3. Ate que enfim a Diretoria acertou um Material bom, a Under Armour era bom,não tem o que reclamar,fez camisas legais e usou bastante mídias de Redes Sociais. Porém a Adidas tem uniformes bonitos e nome mais forte no Mercado Brasileiro. Rai parece estar acertando algumas coisas no Clube, agora falta um time com vontade de ganhar Títulos e o Dorival aprender um pouco mais se Tática ou entregar o Boné.

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