Clássico e Paulistão dão a Pato a melhor chance de se firmar no SP até hoje

Por alguns meses em 2014, Alexandre Pato se tornou uma peça importante do São Paulo: com direito a uma sequência de oito gols em dez jogos, virou titular, mas uma lesão interrompeu a sequência. Agora, na esteira de um bom começo de ano e da acachapante derrota contra o Corinthians, o camisa 11 se vê diante da melhor chance de se firmar no Morumbi.

Começando pelo óbvio: Pato é o artilheiro do São Paulo neste começo de temporada. Em três partidas como titular, balançou as redes quatro vezes e ainda deu uma assistência. As circunstâncias que tornam o momento favorável ao atacante, porém, vão muito além disso.

Em 2015, Muricy Ramalho ainda não deu sinais de utilizar atacantes pelas laterais do campo, e vem optando por uma dupla de ataque. Com isso, a tendência é que a disputa por duas vagas fique entre Pato, Kardec, Luis Fabiano e o jovem Ewandro, com o argentino Centurión, meia de origem, sendo opção.

A dupla que começou o ano como titular, com Kardec e o Fabuloso, não deu certo. Na estreia, contra o Penapolense, o camisa 9 marcou, mas Kardec, com atuação apagada, saiu no intervalo. Voltaram a atuar juntos contra o Corinthians; os dois foram mal e não deram trabalho a Cássio. Como segundo atacante, o camisa 14 acaba sacrificado.

Foi com Pato no ataque que o setor ofensivo do São Paulo teve os dois melhores jogos na temporada até agora: 4 a 2 no Capivariano e 5 a 0 no Bragantino, ambos com gols do atacante; três no primeiro, e um no segundo.

Muricy Ramalho, após os clássicos contra o Santos e contra o Corinthians, criticou o que chamou de “falta de profundidade” da equipe: posse de bola, trocas de passes envolventes, sem chegar ao gol adversário. Nessas partidas, segundo o treinador, o meio de campo com Maicon e Ganso mostrou qualidade no toque de bola, mas não conseguiu encontrar os atacantes.

Os adversários são tecnicamente inferiores, mas, contra Capivariano e Bragantino, o meio de campo são-paulino foi agudo. No primeiro jogo, Ganso e Maicon tiveram grandes atuações, participando das jogadas dos quatro gols; no segundo, sem Ganso, Centurión brilhou, ao lado de Maicon e Boschilia.

 O rendimento de Kardec

A presença de Pato em campo, em 2015, tem tido relação direta com o desempenho de Alan Kardec. O camisa 14 foi titular quatro vezes na temporada, e marcou dois gols: os dois jogando como centroavante, ao lado de Pato.

Com Luis Fabiano, Kardec foi sacado no intervalo contra o Penapolense e foi mal contra o Corinthians.” A dificuldade maior foi a parte coletiva do adversário que soube se defender muito bem, faltou aquele passe a mais para passar entre as linhas deles”, disse, após o jogo.

Com Pato, uma curiosidade: foi com uma assistência do camisa 11 que Kardec marcou seu gol contra o Capivariano. Contra o Bragantino, além de balançar as redes outra vez, retribuiu o “favor”, dando uma assistência para o gol de Pato.

Chance de se firmar

Os seis jogos disputados até agora na temporada mostram que o São Paulo rende mais com um atacante de mais mobilidade ao lado do centroavante, e, mais especificamente, com Pato em campo. Com a péssima atuação da dupla Luis Fabiano e Kardec no clássico, e Muricy encarando Ademilson e Jonathan Cafu como jogadores de lado de campo, o momento para que o camisa 11 apareça é o mais propício possível.

Após a derrota no clássico, o São Paulo precisa se recuperar o mais rápido possível para a partida da próxima quarta, diante do Danubio, pela Libertadores. Se adotar o que mais deu certo na temporada, Muricy deve apostar em Pato. Para o camisa 11, repetir em um momento decisivo o que fez até agora no Paulistão representa sua maior chance de se firmar de vez no clube do Morumbi.

 

Fonte: Uol

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