Chegada de Osorio ao São Paulo resgata ânimo de dirigente após ‘sumiço’

A chegada do técnico Juan Carlos Osorio deu um novo gás ao São Paulo e não apenas aos jogadores. A elogiada presença do colombiano no dia a dia do clube motivou funcionários e até o vice-presidente de futebol Ataíde Gil Guerreiro, que vinha perdendo força nos bastidores, se reanimou.

Homem forte do futebol do Tricolor na gestão Carlos Miguel Aidar, Ataíde tinha saído de cena antes da vinda de Osorio. Com o presidente cada vez mais atuante no dia a dia do futebol, o vice-presidente da pasta, que tem fama de durão, perdeu queda de braço e passou a evitar contato com a imprensa.

Ataíde viu sua influência diminuída, por exemplo, no processo de saída do antigo gerente-executivo Gustavo Oliveira. Aidar nunca confiou no advogado, por sua ligação com a gestão de Juvenal Juvêncio. Era Ataíde quem bancava, pois tinha em Gustavo um norte.

Porém, na última reunião entre os então comandantes do CT da Barra Funda, numa segunda-feira, Gustavo foi comunicado por Ataíde de que o presidente Aidar passaria a interferir mais no futebol. Naquele momento, Aidar já tinha até o nome do substituto. A situação era insustentável. O filho de Sócrates e sobrinho de Raí deixou o cargo dois dias depois, sendo substituído em seguida por José Eduardo Chimello, da confiança de Aidar.

Foi um baque para Ataíde, mas o alívio veio dias depois com a chegada de Osorio. O dirigente não foi à primeira entrevista do técnico, todavia agiu com a firmeza peculiar na apresentação do colombiano ao elenco e comissão técnica.

Na última segunda, o vice-presidente de futebol quebrou o silêncio e atendeu à reportagem do LANCE!, assim como outros veículos. Negou que estava enfraquecido nos últimos dias e bateu firme:

– Estou satisfeito no cargo. Quando não estiver, saio!

Deste processo, ficou evidente que Aidar e Ataíde ainda divergem muito nas questões do futebol. Na própria busca por técnico, os dirigentes fizeram um acordo para cada um abrir mão de sua preferência: Ataíde do argentino Alejandro Sabella e Aidar, de Vanderlei Luxemburgo. Já Osorio foi um consenso a partir da iniciativa do vice.

No São Paulo, há quem acredite que o colombiano tem potencial para “unificar” o clube, que há tempos convive com atritos entre dirigentes mais próximos ao presidente, no Morumbi, e outros profissionais ligados ao CT da Barra Funda. Osorio não tem essa pretensão e nem tempo ainda para tal missão.

Fonte: Lance

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