Após duas cirurgias, Lucas diz não ter mais receio para jogar

Foram oito meses entre departamento médico e físico, duas cirurgias, uma no joelho e outro no ombro, ambas do lado esquerdo. Tudo isso aso 19 anos e logo eu sua primeira temporada na equipe profissional. Lucas Fernandes tem motivos de sobra para reagir ao seu retorno aos gramados acompanhado de alguma insegurança. Mas, a promessa das categorias de base do Tricolor garante que a fase de ter receio já passou e não vê a hora de entrar em campo para defender a equipe.

“O receio é normal pelo tempo parado, as lembranças que temos da lesão, mas, com o tempo e com os trabalhos que vão me passando, vou adquirindo confiança novamente.
Agora estou sem medo e 100%”, explica o jogador, que neste sábado estará pela segunda vez seguida à disposição de Rogério Ceni para uma partida desde junho do ano passado.

“Foram oito meses muito difíceis lá dentro, mas agora está mais próximo e a ansiedade vai diminuindo. Quero mostrar meu trabalho em campo para o Rogério me convocar e usar”, diz, sem escolher posição. “Eu me encaixo onde o Rogério achar que posso dar meu melhor. Onde ele pedir eu vou jogar. A chegada dele foi muito importante, deu muita confiança, desde quando estava em Cotia estudando os jogadores. Agora é corresponder dentro de campo”.
Aliás, a posição de Lucas Fernandes tem uma peculiaridade. É uma das mais carentes no elenco são-paulino ao mesmo tempo que tem talvez o principal jogador do grupo: Cueva. Nada disso, porém, desanima Lucas.

“Ele sempre esteve em boa fase. É um excelente jogador. Busco nele a experiência, é um jogador de seleção, será um bom companheiro de equipe e um bom concorrente por uma posição no time”, comenta.

Os departamentos médico e físico do São Paulo liberaram Lucas Fernandes para trabalhar sem qualquer restrição apenas na semana passada, o que não acontecia desde junho de 2016, quando o jogador passou por uma cirurgia por causa de uma ruptura no ligamento cruzado anterior do joelho esquerdo. Dois meses depois, uma nova cirurgia, dessa vez para corrigir uma instabilidade glenoumeral no ombro esquerdo, retardou ainda mais seu retorno.

“O combinado era para o dia 25 (de fevereiro), quando ia completar seis meses do ombro. Mas, conversamos com os doutores. Como sou de linha não tem tanto problema, viram minha evolução e acabei voltando mais cedo”, revela a promessa, que anotou o primeiro gol de falta do São Paulo após a aposentadoria de Rogério Ceni em um de seus 16 jogos pelo time profissional do clube.

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