Após desmanche ofensivo, Tricolor aposta em nomes desconhecidos

O São Paulo segue longe do noticiário das grandes negociações no mercado do futebol. Desde que Carlos Augusto de Barros e Silva assumiu a presidência, em outubro do ano passado, o clube se apoia em uma política de contratações sem custo ou baratas, trabalhando com nomes pouco conhecidos pelos torcedores. Está sendo assim desde o início da temporada e agora, quando o Tricolor busca reforçar um desmanchado ataque, que perdeu nomes como Jonathan Calleri, Alan Kardec e Paulo Henrique Ganso para times do exterior.

Enquanto o argentino terá como provável destino o West Ham, da Inglaterra, Kardec acertou com o chinês Chongqing Lifan e Ganso com o Sevilla, da Espanha, a pedido do técnico Jorge Sampaoli. Para piorar a situação do setor ofensivo, Ytalo, destaque no Grêmio Osasco Audax, mas que marcou apenas um gol com a camisa tricolor, será submetido a uma cirurgia no joelho direito e deverá perder o restante da temporada.

Com poucos centroavantes de ofício no elenco, o São Paulo acertou na última semana a vinda de Gilberto. Campeão carioca com o Vasco no ano passado, o jogador de 27 anos rescindiu contrato com o Chicago Fire, dos Estados Unidos, e assinou com o clube do Morumbi até o final de 2017, mas não chega para substituir à altura Calleri, artilheiro do time na temporada, com 16 gols. O técnico Edgardo Bauza, então, pediu a contratação de Milton Caraglio, mas a negociação não evoluiu com o Tijuana, do México, dono dos direitos econômicos do atleta.

Por isso, a diretoria se movimentou e anunciou nessa terça-feira a contratação do pouco conhecido Andrés Chávez, do Boca Juniors, clube pelo qual atuou ao lado do compatriota Calleri. No time de La Bombonera desde 2014, o atacante canhoto, no entanto, marcou quatro gols em 22 partidas na atual temporada, em que vinha sendo opção no banco de reservas. Segundo a imprensa argentina, o jogador, reconhecido por sua força física, chega por empréstimo de um ano, ao valor de 600 mil dólares (cerca de R$ 2 milhões).

A exceção da regra foi o acerto com o meia-atacante Christian Cueva. Atraído pelo futebol do peruano enquanto defendia o Toluca-MEX na Copa Libertadores da América, o São Paulo trouxe um dos grandes nomes da seleção peruana na campanha de quartas de final da Copa América Centenário, presente, inclusive, na eliminação do Brasil no torneio continental.

Por outro lado, tal política vem se mostrando eficiente ao menos no setor defensivo do Tricolor. No início do ano, Maicon veio do Porto sem custos e por empréstimo até o dia 30 de junho. O zagueiro de 27 anos, porém, caiu nas graças da torcida principalmente em função de suas atuações na Libertadores e exigiu uma manobra financeira da diretoria são-paulina para contratá-lo em definitivo.

O clube brasileiro combinou com o português de pagar 6 milhões de euros (cerca de R$ 22 milhões) em três anos, além de ter cedido 50% dos direitos econômicos do zagueiro Lucão e do promissor lateral esquerdo Inácio.

Situação parecida se desenhou no caso de Douglas. Com a possibilidade de perder Rodrigo Caio durante a janela de transferências europeia, o São Paulo agiu rapidamente e acertou com o zagueiro, que rescindiu contrato com o Dnipro, da Ucrânia, por falta de pagamento de salários. A última aparição de Douglas no cenário nacional foi em 2012, quando fez dupla de zaga com Dedé no Vasco. Desde então, esteve “sumido” na equipe do leste europeu.

Eliminado nas quartas do Campeonato Paulista e nas semifinais da Libertadores, o São Paulo agora volta suas atenções para a Série A do Brasileiro e Copa do Brasil. No torneio de pontos corridos, o Tricolor ocupa a nona posição, com 22 pontos, seis a menos que o Santos, primeiro time dentro do G4. Já no maior mata-mata nacional, o clube do Morumbi estreia já nas oitavas de final, ainda sem datas definidas.

 

Fonte: Gazeta Esportiva

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