Adalberto despreza boicote ao São Paulo na base e foca profissional

Mais preocupada com o destino do futebol profissional, a diretoria do São Paulo desdenha do boicote de outros grandes clubes a torneios de base em que ele estiver presente. A iniciativa dos rivais seria uma resposta a supostas manobras de aliciamento a jovens jogadores. O time paulista, sempre que questionado, rebate as acusações dizendo agir dentro da lei. Foi assim novamente, nesta quinta-feira.

“Garanto que a preocupação é zero. Estou preocupado com Penapolense (adversário do profissional, pelas quartas de final do Campeonato Paulista, no domingo), Atlético-MG (adversário nas oitavas da Libertadores). Com boicote, zero”, disse Adalberto Baptista, que acumula cargo administrativo nas divisões de base enquanto dirige o futebol profissional.

Grandes paulistas, cariocas e mineiros, além de equipes de Goiás e Paraná se uniram no boicote. O primeiro alvo seria a Copa 2 de Julho, disputada pela categoria sub-17, na Bahia. Adalberto Baptista, entretanto, não teme represália dos organizadores, diz que o São Paulo já está inscrito e seguirá agindo normalmente, até porque, segundo ele, o clube recebe outras dezenas de convites ao longo do ano.

“Recusamos de 30 a 35 convites por mês. Duvido que algum desses campeonatos não queira que o São Paulo participe”, justificou o dirigente, questionando as acusações de falta de ética. “Querem legalizar um código de ética que é uma das coisas mais antiéticas e ilegais que já vi. Querem privar um garoto (sem contrato) de escolher onde quer jogar”.

O Vasco, um dos principais times que integram o boicote, foi utilizado por Adalberto como exemplo negativo. “Apesar da grandeza do Vasco, já foram feitas várias matérias com relação a condições precárias de higiênica, de não ter papel higiênico, tampa de privada, de ter esgoto a céu aberto, de atletas não estarem mais recebendo ajuda de custo. Então eles conseguem liberação judicial e procuram outras equipes”, cutucou.

 

Fonte: Gazeta Esportiva

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